domingo, 29 de agosto de 2010

novidades

O guitarrista Silenoz do DIMMU BORGIR falou à Roadie Crew sobre o mais recente álbum de sua banda, "In Sorte Diaboli", os planos para um DVD, o sucesso na Billboard, e os problemas que sempre cercaram o grupo quanto a ser ou não Black Metal. Confira alguns trechos abaixo:




"In Sorte Diaboli"



"É um trabalho realmente mais direto. (...) Optamos por um caminho reto, natural, orgânico. (...) 'In Sorte Diaboli' foi composto com uma guitarra em volta do pescoço. Seja comigo, Galder, ou às vezes até Shagrath. É o instrumento que rege o disco."



"A partir do momento em que trabalhamos em um álbum mais direcionado às guitarras, bateria, e baixo, não há motivo para contar com uma orquestra real nos acompanhando. Não deixamos este elemento de lado, mas o produzimos de forma caseira com os instrumentos e equipamentos necessários para um som de qualidade que consiga substituir, relativamente, a grandiosidade de uma sinfônica."



Os planos para um DVD



"Temos planos para um novo DVD mostrando nossas últimas turnês. Gravamos vários shows, filmamos nossa performance no Wacken perante setenta mil pessoas, e espero que lancemos este material em meados ou no final de 2008."



Sucesso norueguês na Billboard dantes só alcançado pelo A-HA





Dimmu Borgir 2007

"Eu mentiria se dissesse que não fez qualquer diferença. (...) Aliás, é ótimo entrar em um território dantes povoado apenas pelo A-Ha. Respeito-os e, apesar de não ser o estilo que curto ouvir, gosto de algumas coisas antigas deles, e reconheço o talento dos músicos, especialmente Morten Harket, um vocalista fenomenal. Além disso, eles abriram várias portas para bandas norueguesas."



O rótulo Black Metal



"Em termos de ideologia, somos mais Black Metal do que todas as bandas que se autodenominam Black Metal juntas. (...) A melhor forma de nos definir é como uma banda satânica. É isso o que realmente impulsiona nosso trabalho. Black ou não, pouco importa. É apenas um rótulo imbecil."



A matéria completa com três páginas dedicadas ao Dimmu Borgir pode ser conferida na revista Roadie Crew (Ed. 106, capa: DR. SIN), nas bancas.





Fonte desta matéria: Thiago Sarkis - Roadie Crew

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De acordo com notícia exclusiva do site Blabbermouth, o novo álbum da banda de thrash metal americana Slayer será intitulado "World Painted Blood", e deverá ser lançado no final do verão americano pela American Recordings/Columbia Records.




O trabalho está sendo produzido por Greg Fidelman e irá incluir a música "Psychopathy Red", que foi disponibilizada em um vinil de edição limitada no dia 18 de abril.



Fonte desta matéria (em inglês): Blabbermouth

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sábado, 28 de agosto de 2010

Punk rock é um movimento musical e cultural que surgiu em meados da década de 1970, que tem como principais características músicas simples (que geralmente não passam de três ou quatro acordes), rápidas e agressivas, temas que abordam idéias anarquistas, niilistas e revolucionárias, ou sobre problemas políticos e sociais como o desemprego, a guerra, a violência, ou em outros casos, letras com menos conteúdo político e social, como relacionamentos, diversão, sexo, drogas e temas do cotidiano. O visual agressivo, que foge dos padrões da moda, a filosofia "faça-você-mesmo" e as atitudes destrutivas também são outras características do punk[1].




Suas raízes tem origens nos Estados Unidos, com bandas como New York Dolls, Stooges, MC5, Dictators e Ramones. Mais tarde o estilo se popularizaria na Europa e teria inúmeras bandas representando-o, como o The Clash, Sex Pistols, The Damned, U.K. Subs, Eddie & The Hot Rots, Wire e The Stranglers na Inglaterra; Stiff Little Fingers e The Undertones na Irlanda; The Dogs, Stinky Toys e Métal Urbain na França; Male e Mittagspause na Alemanha; The Kids na Bélgica; Lama, Briard e Eppu Normaali na Finlândia; Rude Kids, Ebba Grön e Göteborg Sound na Suécia; Speedtwins na Holanda; Radio Birdman e The Saints na Austrália; e Restos de Nada, AI-5, Cólera e Condutores de Cadáver no Brasil. Mais tarde, o movimento se espalharia pelo mundo todo e até os anos 1980 praticamente todos os países teriam uma cena de punk rock[2].



Índice [esconder]

1 A história do punk rock

1.1 O ínicio

1.2 1977: A explosão do punk rock

2 Final da década de 1970 e início da década de 1980

2.1 Hardcore punk

2.2 Streetpunk/Oi!

2.3 Anarco punk

2.4 New Wave

2.5 Pós-punk

2.6 Década de 1990: Pop Punk

3 O movimento punk no mundo

3.1 Brasil

4 Subgêneros do punk rock

5 Ver também

6 Referências



[editar] A história do punk rock

[editar] O ínicio



CBGB, casa noturna que é considera por muitos como o berço do punk rock, na qual inúmeras bandas iniciaram a sua carreira.





O punk rock surgiu em meados da década de 1970, mas já é possível achar bandas que faziam algo bem próximo já na década de 1960, como os Stooges (faziam músicas simples e tinham atitudes destrutivas, uma característica punk) e o MC5 (primeira banda a juntar agressividade musical com idéias políticas, outra característica típica do punk), ambas as bandas de Detroit e formadas no final dos anos 60. E antes disso, em 1965, o The Sonics fazia algo muito próximo do punk rock, em termos sonoros. Vale a pena citar também o Velvet Underground, outra banda que influenciou bastante a "primeira geração" punk.



Já nos anos 70, mais precisamente em 1971, foi formado o New York Dolls, e em 1974, os Dictators, que já eram praticamente punk rock, tanto nas atitudes como no som. Nos anos 70 também começaram a surgir várias bandas por Detroit e Nova Iorque que tocavam em bares locais. Desses bares, destaca-se o CBGB, lugar onde tocavam os Ramones, Talking Heads, Patti Smith, Television, Richard Hell and the Voidoids, The Cramps, Blondie, Johnny Thunders and the Heartbreakers, Dead Boys e muitas outras.



Começava então a surgir, desse pequeno grupo de bandas, o movimento punk.



[editar] 1977: A explosão do punk rock



The Clash em Oslo, 1980.Em 1976, os Ramones lançaram seu primeiros disco, auto-intitulado, pela Sire Records. O disco tinha 14 músicas e 29 minutos de duração. As músicas e as letras eram simplissímas, e a velocidade das músicas era apavorante para aquela época. O álbum recebeu poucas, porém boas críticas. O álbum acabou não sendo grande sucesso de vendas, mas os jovens que compraram formariam suas bandas depois.



Na Inglaterra o álbum foi muito bem recebido pelos jovens, que na sua maioria montaram suas próprias bandas, influenciadas pelos Ramones e por outras bandas de garage rock e glam rock. Dentre essas bandas estavam os Sex Pistols, The Clash, The Damned, Wire, U.K. Subs e inúmeras outras. Na Irlanda, Bélgica, Alemanha e na França e também na Austrália, também começaram a surgir várias bandas punks. Nos Estados Unidos surgiam também algumas bandas, como os Germs, F-Word, Avengers, Dead Kennedys, The Weirdos, entre outras.





Sex Pistols, durante uma reunião em 2007.1977 foi o ano mais marcante da história do punk rock. Saíram inúmeros compactos, surgiam inúmeras bandas (principalmente na Inglaterra e na Irlanda), e também foi o ano em que saiu o primeiro disco do Clash, Never Mind the Bollocks do Sex Pistols, Leave Home e Rocket to Russia dos Ramones (esse último considerado por muitos o melhor disco dos Ramones), Live Kicks do U.K. Subs, Pink Flag do Wire, Rattus Norvergicus do The Stranglers e vários outros discos marcantes na história do punk. Em 1978 o punk estava "meio que saindo de moda", mas isso não impediu em nada de ótimos álbuns serem lançados e ótimas bandas surgirem. Desse ano são os clássicos Crossing the Red Sea dos Adverts, o primeiro disco do Members, At Chelsea Night Club, Germ Free Adolescents do X-Ray Spex, e outros.





Os Ramones, durante uma apresentação em 1987.Já em 1979, o punk rock tinha "sumido do mapa". A maioria das bandas acabava, ou então mudava de rumo (a maioria migrava para o New Wave, que era uma versão mais "açucarada" do estilo e mais comercialmente viável), mas é desse ano que é são os clássicos London Calling do Clash e o primeiro disco de estúdio do U.K. Subs, o Inflamabble Material do Stiff Little Fingers, e também nesse ano que o hardcore começava a surgir, nos Estados Unidos.



[editar] Final da década de 1970 e início da década de 1980

[editar] Hardcore punk

Ver artigo principal: Hardcore punk



Bad Brains, uma das principais bandas do hardcore americano.Ainda em 1978 e 1979, começavam a surgir bandas nos Estados Unidos que levavam o punk rock à um nível mais extremo. Faziam canções ainda mais rápidas, com acordes ainda mais básicos e atitudes mais extremas. Dessas bandas, podemos citar o Dead Kennedys, The Germs, Middle Class, Bad Brains, Black Flag (que mais tarde geraria o Circle Jerks, outra banda importantíssima para o hardcore americano) e também o Minor Threat. No Canadá também havia bandas que faziam um som parecido: o D.O.A. e o Subhumans. Estava evidente que essas bandas fazia algo bem diferente do que faziam em 1977, nos países da Europa e que dessas bandas surgiria um novo estilo: o hardcore punk.



Literalmente, o termo significa algo como "núcleo duro", mas nesse caso seria mais adequada a tradução de algo como "casca grossa". O termo já era usado para designar militantes agressivos, criminosos ou qualquer versão mais extrema ou exagerada de algo e foi adotada por punks como sinônimo de originalidade e radicalismo.



O estilo do hardcore se caracteriza pela presença de guitarras extremamente distorcidas e músicas extremamente rápidas, às vezes não chegando nem à 1 minuto de duração, negação do esquema "verso/refrão/verso" e pelos temas, que normalmente abrangem críticas político-sociais e temas anti-guerra e anti-violência.



Nos EUA, os músicos do hardcore não deram tanta importância ao visual, comparado aos punks da geração anterior, e ao contemporâneos europeus. Normalmente adotavam cortes de cabelo curtos e roupas mais simples.





Wattie, vocalista do Exploited, uma das mais populares e mais importantes bandas de hardcore punk e street-punk da Inglaterra.Na Europa, também houve uma versão desse novo movimento que surgia nos EUA. O primeiro disco de hardcore a ser lançado por lá foi o Realities of War, da banda inglesa Discharge. O EP era extremamente brutal em termos sonoros e nunca tinha se ouvido nada do tipo até então. Muitos dos que ouviram tal EP montaram uma banda depois, nos mesmos moldes do Discharge. Dentre essas bandas, podemos citar o Disorder, Varukers, Chaos UK e Chaotic Dischord.



Na Inglaterra, ainda havia o Exploited e o G.B.H.. Porém alguns não consideram tais bandas como hardcore, por terem um som um pouco mais "ortodoxo" e terem mais fidelidade ao punk setentista.



Na Finlândia e na Suécia surgiram inúmeras bandas de punk rock e hardcore durante os anos 80, a maioria com grandes influências do Discharge. Entre essas bandas estava o Riistetyt, Kaaos, Rattus e o Tervëet Kädet, na Finlândia e o Anti-Cimex, Shitlickers e Crude SS na Suécia. Essas bandas pegavam a base daquilo que foi feito pelo Discharge e levavam o som ainda mais longe, o tornando muito mais brutal e agressivo em termos sonoros.



Ao contrário dos americanos, na Europa radicalizaram mais ainda o visual. O couro (ou qualquer outro material) preto, arrebites e espetos tomaram conta da indumentária e os cortes de cabelo passaram a ser ainda mais arrepiados e muitas vezes mais longos, em forma de múltiplos cones.



Em outros países europeus como a Alemanha e a Itália também surgiram várias bandas de hardcore nessa época, como o Raw Power e Negazione (italianas) e o Upright Citizens (alemã).



No Brasil, o estilo se popularizou rapidamente, e logo no início do movimento brasileiro já existiam bandas de hardcore como o Olho Seco, Inocentes (apenas na fase inicial), Ratos de Porão e outras. No Brasil, assim como na Europa, se usava um visual agressivo, com jaquetas e coletes de couro (ou qualquer outro material) preto, arrebites, espetos e cabelos arrepiados, que podiam ser tanto quanto curtos como longos.



[editar] Streetpunk/Oi!

Ver artigo principal: Streetpunk

Ver artigo principal: Oi!



Stinky Turner, vocalista do Cockney Rejects.Oi! (ou streetpunk) é uma outra variação do punk rock que surgiu nos final dos anos 70 na Inglaterra com bandas como o Sham 69 (considerada como os pais do estilo), Cockney Rejects, Cock Sparrer, The 4-Skins e outras. O Streetpunk/Oi! era um punk rock vindo dos subúrbios, tinha como ideal ser uma revitalização do punk agressivo, realista, das ruas (por isso o nome "street punk", "punk das ruas", se for traduzido para o português), sem a comercialização e a suavização da new wave. O termo Oi! foi originado no início da década de 1980 pelo jornalista britânico Garry Bushell para designar o streetpunk, termo esse retirado da música dos Cockney Rejects "Oi! Oi! Oi!". Porém, antes disso, no final da década de 1970, a subcultura já existia, liderada por diversas bandas na Europa.



O Streetpunk/Oi! foi associado ao fascismo e ao neonazismo, pois muitos skinheads neonazistas ouviam esse tipo de som e iam aos shows de bandas do estilo. Porém, várias bandas iniciais do estilo como Cockney Rejects, Sham 69, The Oppressed, The Redskins, entre outras, se declararam publicamente contra essa associação.



Stinky Turner, vocalista do Cockney Rejects, em sua autobiografia, descreve um incidente em que os membros da banda e seus roadies se envolveram em uma briga contra membros do British Movement num dos primeiros shows do Cockney Rejects, e o Sham 69 durante um tempo parou de tocar ao vivo, depois que um concerto em 1978 no Middlesex Polytechnic foi interrompido por skinheads neonazistas simpatizantes do National Front que quebraram o palco.



Com o passar do tempo, os skinheads neonazistas se ligaram mais ao RAC do que ao Streetpunk/Oi!.



[editar] Anarco punk

Ver artigo principal: Anarco-punk



Crass, banda pioneira do anarco-punkAnarcopunk é uma vertente do movimento punk que consiste de bandas, grupos e indivíduos que promovem políticas anarquistas, surgiu no fim dos anos 70.



Apesar de nem todos os punks apoiarem o anarquismo, o pensamento tem um papel importante na cultura punk, e o punk teve uma influência significativa no anarquismo contemporário. O termo "anarcopunk" é algumas vezes aplicado exclusivamente a bandas que fizeram parte do movimento anarcopunk original no Reino Unido na década de 1970 e 1980, como Crass, Conflict, Flux of Pink Indians, Subhumans, Poison Girls e Oi Polloi. Alguns utilizam o termo mais amplamente para se referir a qualquer música punk com conteúdo anarquista em sua letra. Essa definição mais ampla inclui bandas crust punk e bandas d-beat como Discharge, e podem incluir bandas de hardcore punk dos Estados Unidos, como MDC, artistas de folk punk como This Bike Is a Pipe Bomb ou artistas em outros subgêneros.



Um crescimento no interesse popular ao anarquismo ocorreu durante os anos 1970 no Reino Unido após o nascimento do punk rock, em particular os gráficos influenciados pelo situacionismo do artista Jamie Reid, que desenhava para os Sex Pistols e o primeiro single da banda, "Anarchy in the UK". No entanto, enquanto que a cena punk inicial adotava imagens anarquistas principalmente por seu valor de choque, a banda Crass pode ter sido a primeira banda punk a expor idéias anarquistas e pacifistas sérias. O conceito do anarcopunk foi pego por bandas como Flux of Pink Indians e Conflict. O cofundador do Crass, Penny Rimbaud, disse que sente que os anarcopunks eram representantes do punk verdadeiro, enquanto que bandas como os Sex Pistols, The Clash e The Damned eram nada mais do que "fantoches da indústria musical".





Conflict umas das bandas anarco-punk mais importantesEnquanto passavam os anos 1980, dois novos subgêneros da música punk evoluíram do anarcopunk: crust punk e d-beat. O crust punk, e seus pioneiros foram as bandas Antisect, Sacrilege e Amebix. O d-beat eram uma forma de música punk mais bruta e rápida, e foi criada por bandas como Discharge e The Varukers. Um pouco depois, na mesma década, o grindcore desenvolveu-se do anarcopunk. Parecido com o crust punk, porém ainda mais extremo musicalmente (utilizava blast beats e vocais incompreensíveis), seus pioneiros foram Napalm Death e Extreme Noise Terror. Paralelamente ao desenvolvimento desses subgêneros, muitas bandas da cena hardcore punk dos Estados Unidos estavam adotando ideologia anarcopunk, incluindo MDC e Reagan Youth.



Muitas bandas anarcopunk enfatizam uma ética "faça você mesmo" (do it yourself ou DIY em inglês). Um slogan popular do movimento é "DIY not EMI", que em inglês representa uma rejeição a uma grande gravadora (a EMI, no caso). Muitas bandas anarcopunk eram divulgadas na série de LPs Bullshit Detector, lançada pela Crass Records e Resistence Productions entre 1980 e 1994.



Alguns artistas anarcopunk faziam parte da cultura do cassete. Desta maneira, a rota tradicional gravação-distribuição era ignorada, já que as gravações eram feitas para quem enviasse uma fita em branco e um envelope endereçado a si mesmo. O movimento anarcopunk tinha sua própria rede de fanzines punk que disseminavam notícias, idéias e arte da cena. Todas essas fanzines eram DIY, produzindo, no máximo, centenas de unidades, apesar de haver exceções como a Toxic Grafity (sic). As zines eram impressas em fotocopiadoras ou máquinas duplicadoras, e distribuidas à mão em shows punk e por correio. Ainda hoje se pode encontrar diversos exemplares de zines e demais manifestações feitas por anarco-punks.



[editar] New Wave

Ver artigo principal: New Wave (música)



Blondie, uma das bandas pioneiras do New Wave.Assim como o punk recebeu uma versão mais agressiva e mais extrema, o hardcore punk, ele recebeu também uma versão mais "açucarada" e mais comercialmente viável: a new wave.



Pode se dizer que o new wave é, na prática, um punk rock misturado com o synthpop, ou com o funk, disco, pop e glam rock e sem as letras críticas. As letras das bandas de new wave geralmente tratavam de coisas mais "bobas e alegres".



Bandas com estilo visual e musical diversificados se enquadram dentro do conceito "New Wave", de modo que, enquanto umas soavam mais pop, alegres, dançantes e coloridas, outras seguiam uma estética musical mais rock'n'roll, lírico-melancólica, dark e eletrônica (assim como o pós-punk), mas buscando sempre um certo "verniz" pop, de mais fácil digestão auditiva.



Uma das principais características do new wave foi o excesso de sintetizadores e teclados nas músicas (embora nem todas as bandas new wave adicionassem tais instrumentos).



Alguns dos principais nomes do new wave foram o The Smiths, The Cure, The Police, Siouxsie and the Banshees, Pretenders e o Blondie.



[editar] Pós-punk

Ver artigo principal: Pós-punk

Quando se fala em Pós-punk (ou Post-punk), nos referimos a um dos fenômenos culturais que surgiram após o auge do punk em 1977. Apesar de característico da Inglaterra e Estados Unidos, é comumente definido como um movimento especificamente inglês. Sua influência sobre a música gerou pequenas cenas semelhantes em diversos outros países. De modo geral, é interpretado como uma absorção da ética "faça-você-mesmo" (DIY ou do-it-yourself, em inglês), e do caráter visceral do punk, e ao mesmo tempo como uma negação dos novos rumos que este começava a adquirir — por exemplo, a inflexibilidade do princípio de simplicidade, a absorção dos costumes pela indústria cultural, o aparecimento de "regras" de conduta punk, etc. Na Inglaterra o período é dividido em dois momentos, de 1977 a 1979 e de 1980 a 1983.



O pós-punk é com freqüência e equivocadamente referido como sinônimo para música gótica ou como sinônimo de indie rock. Isso se deve porque o pós-punk criou estes gêneros, pois os artistas do pós-punk adicionaram suas influências livremente no punk rock, como temas líricos, ultra-românticos, abstratos e obscuros. Trata-se da simplicidade e da atitude punk misturado com outros estilos, como os conceitos e a mentalidade da vanguarda artística, que assim como os punks, também usaram da rebeldia na sua época, ao negar os padrões da música através do experimentalismo e criando assim de fato uma música livre, sincera e conceitual.





Bauhaus em um concerto em 2006.Muitas vezes também se confunde o pós-punk com a new wave, embora seja mais adequado usar o termo "new wave" para as bandas da época com inclinações comerciais e influenciadas pela cultura pop, e o termo "pós-punk" para o lado mais alternativo e experimental.



O início do pós-punk inglês ocorre com a formação das bandas Magazine e Public Image Ltd entre o final de 1977 e o começo de 1978. A primeira liderada pelo ex-vocalista e compositor do Buzzcocks, Howard Devoto, e a segunda pelo ex-vocalista e compositor do Sex Pistols, Johnny Rotten (que a partir de então assumiu seu nome real John Lydon). Ambas foram fundadoras e favoritas do punk inglês e com seus novos projetos assumiam deliberadamente uma postura de ruptura e aversão aos rumos comerciais e dogmáticos. Antes, a também veterana banda punk Wire já evidenciava estruturas mais complexas e melódicas em algumas faixas do seu disco de 1977, Pink Flag (que é tido até hoje como um clássico e um dos melhores álbuns da "primeira geração" punk). disco de estréia do Public Image Ltd, First Issue, de 1978, John Lydon introduz algumas das principais características do pós-punk: o destaque em primeiro plano para o baixo, a guitarra como uma espécie de segunda voz (em vez do uso de riffs como base para o cantor) e as letras cheias de cinismo e existencialismo. O Magazine, com seu disco de estréia, também de 1978, Real Life, inaugura outras essenciais características do estilo ao usar sintetizadores para criar uma ambientação gélida e espaço vazio, cantar com uma voz ácida e construir melodias mais emotivas.



Nos Estados Unidos, uma tendência para uma música mais introspectiva, e ao mesmo tempo influenciada pelo "faça-você-mesmo" e a antitécnica, já era desenvolvida paralela ao punk. Dois grupos da primeira geração punk norte-americana, Television e Patti Smith, eram obviamente distintos dos seus companheiros Ramones e Blondie, e demonstravam os elementos, pelo menos conceituais, do pós-punk inglês. É também dos Estados Unidos o grupo Rocket From the Tombs, que daria origem à banda punk Dead Boys e ao extremamente influente sobre o pós-punk, Pere Ubu. O primeiro mini-disco do Pere Ubu, Datapanik In the Year Zer', de 1978, inaugura o interesse pelo surrealismo, a experiência com vocais bizarros e melodias ao mesmo tempo kitsch e extremamente enigmáticas. O disco de estréia, The Modern Dance, do mesmo ano, é um marco porque introduz o interesse pela experimentação de ruídos, colagens e efeitos sonoros nunca explorados pelo punk, além de substituir a poética objetiva pela abstração ambígua. O pós-punk americano, apesar de ser análogo ao inglês, não teve o mesmo significado.



O punk americano, no que diz respeito a relação com a sociedade, era superficial comparado à atitude niilista e negativa dos punks ingleses, desta forma não havia, para a maioria, grandes problemas com a explosão de bandas "simpáticas" e comerciais (os veteranos americanos do Blondie eram desde o começo representantes desta postura) e conseqüentemente não haveria uma "morte do punk" de onde o pós-punk surgiria. O pós-punk norte-americano se desenvolveu paralelamente ao punk, tendo suas bases numa longa tradição de músicos experimentais como Velvet Underground, Captain Beefheart, Frank Zappa e Yoko Ono, e não os destroços do punk.



Dos principais nomes do Pós-punk, podemos citar o Public Image Ltd, Magazine, Mekons, The Fall, Wire, Joy Division, Bauhaus, Killing Joke, Gang of Four (inglesas) e os Big Black, Savage Republic, Swans, Sonic Youth e Pere Ubu (americanos).



A partir dos anos 80, uma série de mudanças culturais e fatos marcantes acabaram determinando a diluição do pós-punk em novos estilos.



[editar] Década de 1990: Pop Punk

Ver artigo principal: Pop punk



Green Day, uma das mais conhecidas e mais influentes bandas de pop punk dos anos 90.O Pop Punk foi o principal responsável pelo suscesso e revivalismo do punk rock na década de 1990, e tinha como seus principais nomes as bandas Green Day, Blink 182, Offspring, Sum 41 e outras. Green Day foi e é banda com mais sucesso no pop punk da década de 90.



O estilo nasceu na costa oeste americana pelo final dos anos 1980 e início dos anos 1990, principalmente na Califórnia, iniciada por adolescentes influenciados pela música punk da década anterior e um pouco pelo som do grunge, apesar de não adotarem a atitude dos mesmos e não fazerem parte do movimento punk.



A sonoridade do Pop Punk se caracteriza por uma batida de punk rock bem mais leve que a original, vocal limpo e agudo, contrabaixo com arranjo independente e guitarras em harmonia, com direito a solos curtos, porém seguindo regras musicais, campo harmônico, melodias agradáveis, entre outros. É um gênero muito polêmico muitas vezes considerado errôneo ou até mesmo inexistente, e geralmente desprezado pelos punks, pois no geral as bandas são completamente comerciais na opinião dos punks e não adotam a postura ou a atitude das bandas punks tradicionais. As letras falam apenas sobre coisas de adolescentes, como namoro, garotas, colégio, país, bebidas, festas, skate e tudo mais que faz parte da cultura da classe média e rica dos jovens americanos.



No visual do Pop Punk usa-se bastante calças folgadas, bermudas, camisas de malha, tênis, roupas da moda ou de marca, cabelo espetado ou careca, boné ou touca, piercings e tatuagens.



O suscesso comercial do estilo abriu várias portas para algumas bandas antigas de punk rock dos anos 1970 ou 1980 voltarem à atividade e foi um dos principais responsáveis pelo suscesso do estilo nessa época.



[editar] O movimento punk no mundo

[editar] Brasil

Ver artigo principal: Punk rock brasileiro



Cólera, uma das primeiras e mais importantes bandas punks do Brasil.O movimento punk no Brasil surgiu no final da década de 1970. O precursor foi o guitarrista Douglas Viscaino, que fundou a banda Restos de Nada, primeira banda punk brasileira em meados de 1978. Nessa época surgiu uma legião de bandas com o mesmo molde que juntas formaram o movimento punk. Entre elas as bandas: AI-5, Condutores de Cadáver, Cólera em São Paulo, Aborto Elétrico em Brasília.



Desde 1976 e 1977, alguns roqueiros "mais antenados" já ouviam e tinham acesso aos discos dos Ramones, Sex Pistols, Clash e Stranglers, e também das bandas pré-punk como o MC5 e os Stooges. Porém foi só em 1978 que começaram a surgir bandas e gangues punks no Brasil. Os primeiros shows punks iriam ocorrer apenas em 1979.



Durante o final da década de 1970, haviam duas lojas que os punks freqüentavam e nas quais compravam seus discos, a Wop Bop e a Punk Rock Discos (do Fábio, da banda Olho Seco, e que mais tarde, no lugar onde ficava a loja, foi construída a Galeria do Rock). Como a maioria dos discos eram importados e muito caros, era extramente difícil conseguir material das bandas, então acabava acontecendo a troca de materiais por meio de fitas caseiras.



Um dos principais discos que influenciou o surgimento do punk rock no Brasil foi a coletânea da A Revista Pop Apresenta o Punk Rock, uma coletânea que continha 12 músicas de bandas como Sex Pistols, Ramones, Ultravox, London, Stinky Toys e outras. Os discos do Clash, dos Ramones e dos Sex Pistols também foram muito ouvidos, fora os discos do Stiff Little Fingers e do U.K. Subs, nos primórdios do movimento no Brasil. Nos anos 80, outras bandas como o Discharge, Exploited, Dead Kennedys e algumas bandas finlandesas como o Riistetyt e o Rattus ficaram bem populares e cairam no gosto da grande maioria dos punks brasileiros.



O primeiro disco de punk rock a ser gravado aqui foi a coletânea Grito Suburbano, que reunia três bandas: Cólera, Olho Seco e Inocentes. Eram também para ter participado da coletânea a banda Anarkólatras e o AI-5, mas devido a alguns problemas na gravação essas bandas acabaram "ficando de fora". A qualidade e a produção do disco é bem mediana, porém foi um disco corajoso, ousado e revolucionário para a época.



O primeiro disco punk de apenas uma banda, foi o EP Violência e Sobrevivência, do Lixomania. Hoje em dia, esse álbum pode ser encontrado em vinil por preços absurdos, variando de 100 até 700 reais.



Nos anos 1980 o punk explodiu no Brasil e surgiam inúmeras bandas em vários cantos do país, tanto no Rio Grande do Sul com Os Replicantes e Pupilas Dilatadas, no Nordeste com a banda Homicídio Cultural e também em São Paulo, ABC e Rio de Janeiro, com as bandas Hino Mortal, Garotos Podres e Ulster (ABC), Ratos de Porão, Psykóze e Fogo Cruzado (São Paulo), e no Rio de Janeiro Desordeiros e Espermogramix.



Devido a grande violência e brigas geradas pelas gangues punks, os jornais, noticiários e a mídia em geral começou a ver o movimento e os punks com maus olhos, criando até mentiras que desmoralizaram o movimento. Isso fez com que a maior parte da população ter uma imagem errada dos punks, e também os policias e militares terem atitudes mais radicais com os punks e a repressão entre eles aumentou. Atualmente, devido uma série de ocorridos semelhantes, os punks andam sofrendo uma série de "pequenos preconceitos", por parte da grande parte da população e pelos jovens mais fechados.



O movimento punk no Brasil seguiu firme e forte, mesmo com todas as dificuldades, e foi crescendo, e hoje praticamente todas cidades brasileiras tem uma cena punk e o movimento brasileiro é considerado um dos maiores do mundo, com muitas bandas brasileiras indo tocar na Europa em festivais importantes.



a decáda de 90.foi de grande importância na cena punk de minas gerais.surgem bandas como: consciência suburbana, anti sitema repressor e etc.que tiveram também muita importância na cena mineira.



[editar] Subgêneros do punk rock

Estilos mais undergrounds e mais apreciados no movimento punk

Hardcore punk: Uma versão mais agressiva, mais rápida e mais crítica do punk rock. Começou nos EUA no final dos anos 1970.

Anarco-punk: Punk rock com temáticas anarquistas radicais. As bandas levam a ideologia anaquista com seriedade e não só fazem músicas com esse tema, como também põe as atitudes em ação. É uma versão com mais formação, seriedade, e radicalismo do movimento punk.

Crust punk: Também conhecido como Crustcore, se assemelha muito ao grindcore e diminui consideravelmente a influência das estruturas musicais do thrash metal, punk rock e hardcore punk. As letras das bandas de crust punk se assemelham muito com as do anarco-punk.

Streetpunk/Oi!: Foi o revivalismo do punk rock dos anos 1970. Tinha temáticas realistas e críticas. Começou no final dos anos 1970 com bandas como o Sham 69 e o Cockney Rejects.

Estilos mais "comerciais" e que se distanciam ou não possuem a ideologia punk original

New Wave: Uma versão mais "açucarada" e mais comercialmente viável do movimento punk. Teve suscesso no final dos anos 1970 e no ínicio da década de 1980.

Pós-punk: Uma versão mais experimental e alternativa do estilo. Se iniciou no final dos anos 1970 e se diluiu em diversos estilos nos anos 1980.

Psychobilly: Mistura entre o punk rock dos anos 1970 e o rockabilly dos anos 1950 e letras com temas inspirados em filmes B, horror, zumbis, sexo, drogas, alucinações, mortos e pervessões.

Pop Punk: Uma versão mais "adolescente" e na maiorias das vezes desprezada pelos punks tradicionais. Teve início no final dos anos 1980 na Califórnia e atingiu o sucesso nos anos 1990 com temas que falam sobre namoro, skates, garotas, colégio, bebidas e tudo que envolve a classe média e rica americana.

Skate punk: É basicamente hardcore punk, porém com temáticas mais ligadas ao skate e outros esportes radicais.

Outros subgêneros

Horror punk: Punk rock com letras tratando sobre temas de horror, surgiu no fim dos anos 70 com a banda Misfits.

Folk punk: É um estilo que combina elementos musicais e líricos do punk rock e da música folk.

Cowpunk: Mistura de música country com punk rock.

Ska punk: Mistura entre o ska e o punk rock.

[editar] Ver também

Lista de bandas de punk rock

Lista de gêneros de música punk
O thrash metal é uma subdivisão do heavy metal conhecida por uma maior velocidade e maior peso do que seus antecessores. Suas origens remontam ao fim da década de 1970 e começo da década de 1980, quando um grande número de bandas começou a incorporar elementos da NWOBHM com a nova música hardcore punk que surgia, criando assim um novo estilo. Este novo gênero é muito mais agressivo do que o speed metal, considerado seu predecessor. As "quatro grandes" bandas do thrash metal são Anthrax, Megadeth, Metallica e Slayer[1], que criaram e popularizaram o gênero no começo da década de 1980. Em meados do fim dos anos 70 o termo thrash já era usado na cena punk para referir-se as bandas que possuiam uma sonoridade mais agressiva que as demais do estilo, foram feitas até mesmo compilações utilizando o termo como o New York Thrash compilado em 1978 e lançado apenas em 1982 que continha bandas como Bad Brains, Adrenalin O.D., The Undead entre outras.[2] Só a partir do início dos 80 que o termo foi adicionado no cenário do metal.




Índice [esconder]

1 Características do estilo

1.1 Basicamente o thrash metal se define em

2 Precursores

3 História do thrash metal

3.1 Surgimento nos Estados Unidos e na Alemanha

3.2 Surgimento na Europa

3.3 Surgimento no Brasil

3.4 Popularização do estilo

3.5 Outras influências

3.6 Evolução nos anos 90

4 Subgêneros

5 Livros

6 Ver também

7 Referências



[editar] Características do estilo

[editar] Basicamente o thrash metal se define em

A bateria usa-se rapidamente e geralmente tem bumbo duplo como no speed metal, utilizando a técnica do D-beat drum

Os riffs geralmente usam palhetadas em tremolo

Os vocais variam muito de acordo com a banda, desde rasgado (drive), agudos, roucos ou até o vocal gutural

[editar] Precursores

É de consenso geral que o thrash metal começou no início dos anos 80. O ano de 1981 é visto por alguns como um ano crítico para o gênero embora existam influências anteriores, por exemplo:



O riff de "Symptom of the Universe", música de Black Sabbath de 1975, é possivelmente um dos primeiros riffs que podem ser considerados thrash metal, outras músicas como "Into the Void" e "Children of the Grave" ambas de 1971 também tiveram influência no estilo.

Os precursores do speed metal, Judas Priest apresentaram algumas ideias thrash no seu álbum Stained Class de 1978 incluíndo o riff de "Saints in Hell" ou a estrutura geral de "White Heat, Red Hot". A versão ao vivo de "Tyrant" no álbum Unleashed in the East de 1979 é muito mais próxima do thrash metal do que a sua versão original de 1976 (presente no álbum Sad Wings of Destiny), combinando a velocidade do baterista Les Binks com uma maior distorção nas guitarras.

O Motörhead, que seus membros definem simplesmente como uma banda de Rock'n'Roll, influenciou bastante o heavy metal e o punk rock. Desde o clássico álbum Overkill de 1978, seu som apresenta várias características do thrash metal: ritmo acelerado, guitarras e baixo distorcido, vocais roucos, letras debochadas. Foi uma influência direta para o Venom. Por exemplo.

A banda "Iron Maiden" com seu álbum de estreia auto-denominado Iron Maiden. Foi uma influência direta para bandas como Metallica e Slayer. A canção "Iron Maiden", de 1980, apresentava um dos primeiros riffs de Thrash Metal, por exemplo.

[editar] História do thrash metal

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[editar] Surgimento nos Estados Unidos e na Alemanha

O Motörhead com os álbuns Overkill (1979) e Ace of Spades (1980) consolidaram a sonoridade speed metal unindo a batida do punk rock e a melodia Rock n' roll. Apesar de tal influência, o Motörhead não se rotula uma banda de thrash metal.



O Hellhamer surgiu na Suíça em 1982. No mesmo ano, nascia na Alemanha o Destruction, Sodom e o Tankard, este último muito influenciado pelo Accept. Ainda em 1982, é lançado a primeira demo do Tormentor, banda da qual mais tarde seus integrantes formaram o consagrado Kreator. Essas bandas deram uma enorme contribuição para a consolidação do estilo não só na Alemananha, mas também como na europa e no mundo.



Alguns afirmam que a banda Overkill com a música "Unleash the Beast Within" de 1981 teria inaugurado oficialmente o estilo musical thrash metal. Pouco depois, a música do Metallica (com James Hetfield, Lars Ulrich e Loyd Grant) Hit the Lights que estreou na coletânea Metal Massacre (nesta gravação James tocou a guitarra base, o baixo e cantou; Lars tocou a bateria e os solos de guitarra ficaram por conta de Lloyd Grant, um músico convidado amigo de James Hetfield). A música também foi gravada na primeira demo do Metallica intitulada No Life 'til Leather (contando com a seguinte formação: Dave Mustaine, James Hetfield, Lars Ulrich e Ron McGovney).



A primeira demo de thrash metal pode ser considerada como sendo a intitulada Red Skies da banda Metal Church lançada no final de 1981. Esta foi uma demo instrumental que combinava elementos de thrash, speed, e power metal, e não teve grande circulação, tendo seu sucesso encoberto pela nova demo do Metal Church intitulada Four Hymns de outubro de 1982.



O Metallica foi a segunda banda norte-americana do estilo (com as demos Power metal de abril de 1982 e No Life 'til Leather de julho de 1982) e a primeira nos EUA a gravar um álbum (Kill 'Em All de julho de 1983).



[editar] Surgimento na Europa

O Venom, uma banda bastante influente não só para o thrash metal, mas para o death e black metal, lança em 1981 o seu álbum Welcome To Hell com uma sonoridade bastante thrash.



Em novembro de 1983, a banda Artillery grava uma demo intitulada We Are the Dead, esta demo tinha bastante influência de Black Sabbath, resultando em um tipo de thrash metal não tão rápido quanto o do Metallica, mas com conceitos similares de riffs de guitarra. Bandas como Tormentor, que um ano mais tarde seria conhecida como Kreator, Destruction, Sodom e Tankard também lançaram suas demos entre 1982 e 1983.



[editar] Surgimento no Brasil

O heavy metal no Brasil teve o pioneirismo na banda Stress, de Belém do Pará com o lançamento independente do álbum Stress I, em 1982 (reeditado em CD pelo selo fluminense Dies Irae). É considerado um marco do metal brasileiro e foi o primeiro álbum de heavy metal a ser gravado na América Latina.



Mas no thrash metal a pioneira é a banda Dorsal Atlântica, do Rio de Janeiro. O split álbum com o Metalmorphose, Ultimatum, de 1984 (também relançado pela Dies Irae), é talvez o primeiro álbum de speed metal brasileiro. Mas vale lembrar que bandas de hardcore como Ratos de Porão e Lobotomia já tinham colocado influências de thrash metal no seu som no meio da década de 80.



O thrash metal no Brasil tinha basicamente tres cenas, a de São Paulo (de bandas como Korzus, Executer, Attomica, Acid Storm, MX e etc), a do Rio de Janeiro (de bandas como Dorsal Atlântica, Azul Limão, Taurus, Metralion, Antitese e etc) e a mais notória, a de Belo Horizonte (de bandas como Sepultura, Chakal, Mutilator, Overdose, entre outras, e alavancada graças ao selo Cogumelo Records).



Sem duvida nenhuma, a banda de thrash metal de maior repercusão fora e dentro do Brasil foi o Sepultura. Inicialmente mais voltado para o lado mais obscuro do thrash metal (o que muitos chamavam de death ou black metal), logo com o lançamento de Schizophrenia em 1987 a banda despontou lá fora e levou a assinar com o selo europeu Roadrunner Records.



Durante os anos 90 não houve muitos nomes no thrash, mas vale citar Zero Vision e Distraught, que praticavam um thrash metal um pouco mais moderno, como o praticado lá fora (Pantera, Machine Head, Hatebreed etc).



Hoje os representantes do thrash (seja na linha mais old-school ou mais moderna) são bandas como Torture Squad,Blasthrash, Violator, Farscape, Bywar, entre outras.



[editar] Popularização do estilo

O thrash metal começou a se tornar popular em 1984, com a banda Overkill lançando sua segunda demo (Feel the Fire) e o Slayer lançando o clássico EP Haunting the Chapel, que tinha a música "Chemical Warfare". Estes lançamentos levaram o thrash metal a uma sonoridade mais sombria e pesada, que se refletiu no lançamento do álbum Bonded by Blood pelo Exodus e do álbum Hell Awaits pelo Slayer em 1985. Em 1985 a banda Megadeth, formada por Dave Mustaine ex-integrante do Metallica, lança seu álbum de estréia intitulado Killing Is My Business... And Business Is Good!. O Megadeth combinava a sonoridade dos riffs de thrash metal com solos mais trabalhados e complexos como os do Judas Priest. Ainda em 1985, a banda S.O.D., com integrantes do Anthrax, Nuclear Assault e S.O.D. lançam o LP "Speak English Or Die", combinando o Thrash Metal com Hardcore.



Fora dos EUA em 1985, a banda alemã Kreator lança seu álbum de estréia intitulado Endless Pain,o Destruction lança o álbum Sentence Of Death e o Sodom lança In The Sign of Evil. A banda brasileira Sepultura lança seu EP Bestial Devastation. No Canadá, bandas como Exciter, em 1983 com álbum Heavy Metal Maniac, e Voivod em 1983 com o álbum War And Pain, marcaram presença no nascimento do Thrash, bem como a banda Eudoxis cujos integrantes costumavam se apresentar vestindo armaduras completas com espetos de metal e cujo bumbo da bateria era de aço inoxidável e possuía 1,8 metros de comprimento que lança em 1985 a demo Metal Fix.



O ano de 1986 foi um marco para o thrash metal, com alguns dos álbuns mais influentes do estilo sendo lançados. A banda Dark Angel lançou o Darkness Descends, que foi pouco reconhecido na época, mas é considerado um dos mais pesados e rápidos álbuns de thrash metal. Neste mesmo ano foram lançados os álbuns que estabeleceram novos limites para a brutalidade musical e que seriam algumas das principais influências para o estilo musical death metal, estes álbuns foram o Reign in Blood, do Slayer que é universalmente reconhecido como um clássico do estilo e o Pleasure to Kill da banda Kreator. O Megadeth lança o álbum Peace Sells... But Who's Buying?, o Metallica lança o Master of Puppets, e o Nuclear Assault lança seu primeiro álbum, intitulado Game Over. A banda Hobbs Angel of Death surge na Austrália, tocando um tipo de thrash metal calcado nos moldes dos primeiros álbuns do Slayer, porém focado no mercado europeu. No Brasil, a banda Ratos de Porão lançava o seu álbum Descanse Em Paz, misturando o punk rock com o thrash metal, consolidando esse estilo com o álbum Brasil de 1989.



Em 1987 o Anthrax lança o famoso álbum Among the Living. Enquanto que os álbuns anteriores da banda foram considerados como estereótipos da NWOBHM, este lançamento colocou a banda no terreno do thrash metal com guitarras rápidas e pesadas e um bom trabalho na bateria. A sonoridade do Anthrax sempre foi considerada mais melódica que a de outras bandas de thrash metal, talvez isto se deva em parte devido à sua grande influência do punk rock. Neste mesmo ano a banda de hardcore D.R.I., lança seu álbum Crossover, mesclando o hardcore com thrash metal.



Em torno de 1988 o gênero estava ficando saturado com muitas bandas novas, mas alguns álbuns clássicos ainda seriam lançados. O terceiro álbum do Sepultura, Beneath the Remains de 1989, lançado pela Roadrunner Records revelou a banda no cenário mundial. O Vio-lence, uma banda tardia da cena da Bay Area, lançou seu álbum de estréia intitulado Eternal Nightmare (1988), combinando riffs rápidos com um vocal influenciado diretamente pelo hardcore. Neste mesmo ano foi lançado pelo Metallica, o álbum ...And Justice for All no qual a banda lança seu primeiro videoclipe com a música "One".



Em 1990 o Megadeth lança o álbum Rust in Peace, considerado pela crítica como o melhor álbum da banda e um dos últimos álbuns clássicos do thrash metal, Juntamente com Cowboys From Hell da banda Pantera, e Seasons In The Abyss do Slayer



[editar] Outras influências

Em meados dos anos 80 o thrash metal influenciou diretamente muitas bandas que seguiriam outros gêneros do metal, o Death, o Possessed e o Hellhammer (que mais tarde se tornaria o Celtic Frost), são alguns exemplos disso. O Possessed foi uma das primeiras bandas de death metal, lançando uma demo em 1984 com um thrash metal de sonoridade mais obscura. Esta sonoridade evoluíria para o que hoje chamamos death metal. Um dos melhores exemplos deste gênero é o clássico álbum da banda intitulado Seven Churches, de 1985. O álbum Energetic Disassembly (1985) da banda Watchtower quebrou barreiras em termos de técnica e influências de jazz na composição das músicas. Este tipo de trabalho continuou com bandas de thrash metal como Coroner e também com algumas bandas de death metal como Atheist e Cynic, bem como os futuros álbuns do Death. Algumas bandas combinavam o speed metal com o thrash metal, como or exemplo o Megadeth, e também as bandas Helstar, Testament, e Heathen, que ficaram conhecidas por seus complexos solos de guitarra.



[editar] Evolução nos anos 90

Nos anos 90 muitas bandas de thrash metal inovaram em relação à sonoridade como por exemplo a banda Iced Earth que lançou o álbum Night of the Stormrider (1992), combinando o power metal com o thrash metal. Muitas bandas, entretanto, optaram por uma sonoridade mais lenta iniciando um estilo chamado de groove metal, algumas bandas seguidoras deste estilo foram as bandas Machine Head e Pantera que foram fortemente influenciadas pelo Exhorder. Este estilo influenciou muitas bandas através dos anos 90.



Mesmo com o rock alternativo sendo o gênero predominante nos anos 90, o thrash metal conquistou certa influência e bandas como Overkill, Destruction, Testament, Exodus e Megadeth continuaram lançando álbuns modernos de thrash metal, com uma melhor produção mas mantendo em seus riffs a sonoridade clássica do estilo. Alguns álbuns, desta nova safra, são o Divine Intervention do Slayer, o Youthanasia do Megadeth (que obteve grande sucesso comercial nos EUA) e o The Gathering do Testament, que contou com a presença do baterista Dave Lombardo.



[editar] Subgêneros

Destacamos abaixo alguns subgêneros do thrash metal:





Crossover thrash: Este subgênero se caracteriza por uma influência muito grande do punk rock e do hardcore.

Algumas bandas: The Crucified, D.R.I., Adrenicide, S.O.D., Suicidal Tendencies, Ratos de Porão, Lobotomia (Banda).







Groove metal: Este subgênero se caracteriza por ser um pouco mais lento que o thrash metal tradicional, por utilizar instrumentos com afinação mais grave, aparição frequente de sampler e/ou sintetizadores.

Algumas bandas: Pantera, Machine Head, Prong, Exhorder.







Thrashcore: Não é um subgênero do thrash metal, mas se confunde com o "crossover thrash" por sua influência de hardcore punk, porém é muito mais rápido que este. Este subgênero é um hardcore punk executado de forma rápida, agressiva e sem influência do thrash metal.

Algumas bandas: Siege, Hellnation, Cryptic Slaughter, Mukeka di Rato, Soziedad Alkoholika, The Accused.







[editar] Livros

Malcolm Dome. Thrash Metal.Omnibus Press, 1990. ISBN 0-7119-1790-6.

[editar] Ver também

Lista de bandas de thrash metal

Punk rock

Hardcore punk

Black metal

Metalcore

Death metal

Speed metal

sábado, 21 de agosto de 2010

Formado no início dos anos oitenta no Rio de Janeiro pelo guitarrista Marcos Dantas e o baixista Vinícius Mathias, completaram o time o vocalista Rodrigo Esteves e o baterista Ricardo Martins. Individualmente, a qualidade dos músicos é uma coisa que vale ressaltar. Após algumas demos feitas “na raça”, algumas músicas sendo executadas na rádio fluminense FM, shows e popularidades em ascensão, conseguem lançar o debut álbum por uma gravadora pequena, em 1986.




“Vingança” demonstra ótimo nível de qualidade técnica, boas composições e um “feeling” notável, fazendo com que o Azul Limão começasse a se consolidar como um dos maiores nomes brasileiros do heavy metal “oitentista”,tanto entre as bandas que cantavam em português como as que cantavam em inglês.O álbum, apesar das condições de gravação “precárias”, tem ótima qualidade, com todos os instrumentos e vocais bem nítidos, e trouxe faixas como “Satã Clama Metal” (que foi o primeiro hit da banda), "Você Não Faz Nada", “Não Vou Mais Falar” e “O Grito”, esta última, além da belíssima letra, uma das grandes composições em se tratando de metal brasileiro,e ainda com um instrumental muito inspirado que completa a letra.



No ano seguinte é lançado o EP “Ordem & Progresso”, com seis faixas, sendo algumas que não haviam entrado no lançamento anterior e um cover para “Princesa do Prazer” (Dorsal Atlântica), destaque para a empolgante, e dotada de um refrão bastante grudento, “Solidão”. Outra pérola do metal nacional, e ainda com qualidade de gravação superior ao seu antecessor, mas que foi o último lançamento da banda.



Recentemente estes registros foram relançados em vinil, por uma gravadora brasileira, “Dies Irae”, e o EP “Ordem & Progresso” veio com alguns bônus extraídos de uma demo de 1984.



Além dos dois álbums, a banda também consta em sua discografia os discos lançados em 2001: “Pegasus, The Tapes I”, com demos de 83 a 89, e “Amazona, The Tapes II”, com músicas raras e outtakes.



Planos para o futuro, como um vídeo-clipe também estão sendo cogitados, como conta o baixista Vinícius Mathias na entrevista a seguir.







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Sobre o nome da banda, de quem são os créditos pela escolha, quais outros nomes estavam sendo cogitados na época, e o que acharam os outros membros da banda?



Vinícius Mathias: Quem sugeriu o nome foi um batera da fase embrionária do Azul Limão chamado Fábio, vulgo Bebezão. Não me lembro de outros nomes cogitados. Pra ter ficado esse, imagina os outros, nem vale a pena lembrar.



Voltando ao início, em 1981, consta na história que a banda foi formada por você e Marcos Dantas junto com Beto Martins na guitarra/vocal e Sales na bateria para tocar em um festival de colégio. O que você lembra daquela primeira apresentação?



Vinícius Mathias: A semi-final do referido festival, foi no auditório do colégio São Marcelo na Gávea. Foi a primeira vez em que toquei num amplificador grande e com P.A. A final foi no teatro João Caetano, com um equipamento espetacular. Foi muito bom pra mim.



Também nessa época, a banda tinha apenas duas músicas próprias “Gdansk” e “Ruas do centro”, ambas composições de Beto Martins. Alguém tem algum registro dessas músicas, ou mesmo as letras? Alguma base ou riff foram aproveitados em outra música?



Vinícius Mathias: Não sei se o Beto tem o registro. Quando o Marcos assumiu as guitarras isso tudo ficou pra trás.



Em 1982, Marcos entrou no conjunto de rock´n´roll Turbo, após alguns shows, Marcos decide montar uma banda de rock pesado, usando o nome Azul Limão. Para o vocal foi chamado Rodrigo Esteves, e Ricardo Martins para a bateria. Depois de tentar com alguns amigos, você foi à escolha óbvia para completar o line-up. Por que você não foi prioridade para o posto de baixista da banda?



Vinícius Mathias: Eu estava envolvido com outros projetos. Acho que não foi propriamente uma escolha, o baixista deles pulou fora bem em cima de outro festival e o Marcos se lembrou de mim.



No início, sem repertório próprio, a banda tocava músicas do AC/DC e Judas Priest. Quais eram os covers que constavam no repertório inicial da banda?



Vinícius Mathias: Whole Lotta Rosie e Breaking the Law.



A primeira Demo – Tape, veio com as músicas “Azul Limão”, “Pégasus” e “Johnny Voltou”. Reza a lenda que a voz da sua namorada aparece no final de “Johnny Voltou”. Quem era a dita cuja, e qual foi à reação de vocês ao escutarem a fita depois?



Vinícius Mathias: Realmente aquilo foi uma ex namorada minha quem gravou. Depois de seis horas de gravação no horário corujão, acho que pintou uma certa narcose por cansaço e tivemos aquela idéia. No dia seguinte quando ouvimos, pensamos, “Que merda!”.



Com a fita gravada, mandaram à cópia original para a Rádio Fluminense FM, e ficaram apenas com uma cópia caseira. Depois, a notícia de que a rádio tinha perdido a fita ou apagado por engano. De quem foi a “brilhante” idéia de ter entregado a cópia original,e quantos anos em média vocês tinham quando gravaram essa fita?



Vinícius Mathias: Nós todos éramos muito inexperientes, não dá pra ficar dizendo que foi culpa de alguém especificamente.



O Western Club foi um local onde a banda se apresentou no início da carreira. Quais suas recordações das apresentações no bar Western Club em 1983?



Vinícius Mathias: Lembro-me das merdas dos meus baixo e amplificador, ambos Giannini e do Serguei amarradão por que o Rodrigo cantou Mercedes Benz da Janis.



Também em 83, a banda grava sua segunda demo-tape, com duas músicas: “Não vou mais falar” e “Grito de Amor”. Mandam uma cópia para a rádio Fluminense FM, e em outubro, a rádio começou a executar “Não vou mais falar”.



A popularidade da banda no Rio de Janeiro aumentou consideravelmente, e os shows também. Foi nessa época que a banda teve as suas primeiras experiências com a polícia, já que o nome Azul Limão não dava noção exata ao contratante de que tipo de banda de rock ele estaria contratando.



O que você pode nos contar sobre essas “experiências”, já que o “rock” da banda era muito auto e cheio de energia, e o público “metaleiro” serem fatores atípicos para aquela época, além do fato do Azul Limão se valer do nome para se apresentar em locais que bandas com esse som não conseguiriam?



Vinícius Mathias: Certa vez, fomos tocar num bar chamado “Bar do Violeiro”, vê se pode! Na passagem de som tocamos “Time” do Pink Floyd. Quando começou o show, a gerente, que era uma anãzinha, ficou horrorizada com o público e com o volume no qual a banda tocava. Ficou torrando o saco pra abaixar depois de cada música. Uma hora o Marcos se encheu e disse “Não é o som que é alto, você é que é muito baixinha”. Daí a mulher chamou a polícia, que só chegou depois de terminado o show.



Em janeiro de 1984, gravam uma terceira demo-tape sempre num esquema barato usando um período de 6 horas de estúdio, com mais três músicas próprias: “Artistas em Cena”, “Brilho” e “Johnny Voltou” (com um novo arranjo). Quais eram as dificuldades de se gravar as músicas naquela época, com tempo e recursos mínimos?



Vinícius Mathias: Era isso mesmo, recur$o$ mínimos = pouco tempo. Mas nós superávamos isso ensaiando muito antes de gravar.



Com a nova demo-tape, a Fluminense FM passa a executar “Artistas em Cena” e “Brilho” na sua programação, e o “Azul Limão” passa a ser bastante conhecido no circuito rock do Rio de Janeiro já formando um público fiel que o acompanhava em todos os shows pela cidade. Como era a relação entre a banda e os fãs naquela época?



Vinícius Mathias: Naquela época, todo mundo tinha uma banda de Rock. Todos se conheciam, eram amigos e iam uns nos shows dos outros. Os palcos eram mais baixos, o público ficava mais próximo, o quê gerava uma maior intimidade.



Com a intensificação dos shows, a banda ainda sem empresário, tomou alguns calotes. Quais experiências ruins dessa época sem empresário, você consegue detalhar com clareza?



Vinícius Mathias: Como éramos nós mesmos que produzíamos os shows, tínhamos maior controle sobre os acontecimentos. Uma vez tocamos em Duque de Caxias, abrindo pro Herva Doce, e o produtor fugiu com a grana da bilheteria. Underground é foda!



Ainda no final de 1984, chamam a atenção do selo B. B. Records, de Billy Bond, que os convida para gravar um compacto, mas o selo desistiu de lançá-lo porque o som era muito pesado e não poderia ser executado nas rádios FM mais populares. A banda ficou muito decepcionada, ou pensaram algo do tipo “foda-se, vamos seguir adiante que deus ajuda quem trabalha duro”?



Vinícius Mathias: Não ficamos decepcionados. Não nos interessava lançar compacto, capa grande é que era legal. Depois, o Billy Bond era um tremendo picareta, e ficar amarrado por contrato com ele não seria muito bom. Mas fizemos uma boa gravação de “Satã Clama Metal” no estúdio da Polygram que acabou sendo tocada pela Fluminense.



No começo de 1985, resolveram expandir seus horizontes tocando fora do Estado do Rio de Janeiro. Na ocasião juntaram forças com os amigos da Dorsal Atlântica para uma série de shows. Conte-nos a experiência de ter dividido o palco com essa outra lenda do metal nacional. Guardadas as devidas proporções, imediatamente vem a minha mente as gloriosas turnês do Accept ao lado do Judas Priest!



Vinícius Mathias: É clichê, mas é verdade “A união faz a força”. A Dorsal tinha uma mística muito legal. Era muito interessante ver o efeito da presença do Carlos sobre os fãs. Eu adorava bater papo sobre música com ele e fazer farras com o Cláudio e o Marcos Animal.



Algumas bandas conhecidas da cena chegaram a dividir o palco com a banda. Quais bandas na época eram mais apegadas ao Azul Limão, e por quê?



Vinícius Mathias: Me lembro da Dorsal, do Metalmorphose e do Stress. Tinha também, os festivais com várias bandas das quais eu não me lembro bem. Chegamos a dividir o palco com Celso Blues Boy e Robertinho do Recife no Circo Voador.



Mas não foram somente bandas de heavy metal. Quais os nomes mais inusitados que a banda chegou a dividir o palco, e quais eram os comentários dos outros grupos a respeito da sonoridade do Azul Limão?



Vinícius Mathias: Uma vez tocamos com uma banda chamada “Felix Culpa”, coisa de neurótico analisado. Mas eu nem gosto de lembrar, e se houve algum comentário, não quero nem saber.



Em janeiro de 1986, a banda decide gravar uma nova demo-tape para tentar um contrato com um dos selos especializados que começavam a aparecer na época. Gravam seis músicas: “Não vou mais falar”, “O Grito”, “Sangue frio”, “Você não faz nada”, “Satã clama metal” e ”Vingança” (que por problemas na gravação, não foi colocada na demo-tape). José Nilton, do selo carioca “Heavy”, fez uma proposta para lançar o primeiro álbum da banda a partir da própria demo-tape adicionando mais algumas músicas para completar a duração de um LP. No estúdio Master com seus oito canais e muita disposição do técnico Leco, regravaram “Vingança” e “Satã clama metal”, e completaram a fita com “Abertura”, “Portas da imaginação” e “Fora da lei”. Como foi esse processo, já que as condições do estúdio não eram das melhores?



Vinícius Mathias: As condições do estúdio eram ótimas. Tinha a limitação pelo número reduzido de canais, mas já teve gente que gravou com muito menos e isso não matou ninguém. O Leco foi extremamente competente e deu a maior força pra gente.



O ano é encerrado com um histórico show no Circo Voador junto com outras bandas do cenário heavy metal nacional: Stress e Dorsal Atlântica. Conte-nos a respeito desse show:



Vinícius Mathias: Depois do Rock in Rio I, as coisas começaram a melhorar, e pra quem tinha disco era mais fácil fazer divulgação. Era o caso dessas três bandas. Circo Voador, casa cheia, tocando entre amigos. Foi tudo de bom.



Em março e abril de 1987 o Azul Limão grava algumas músicas planejando um próximo álbum, mas o selo heavy estava ocupado com outros grupos e não garantiria o lançamento naquele ano. Por que você acha que aconteceu esse transtorno, já que as vendas do “Vingança” tinham sido relativamente boas?



Vinícius Mathias: O selo Heavy estava muito ocupado com a produção do “Antes do Fim” da Dorsal, o plano Cruzado tinha ido pro espaço, ficou tudo mais difícil de novo. Nós queríamos que o disco fosse lançado naquele mesmo ano, então, a única solução foi lançar o disco por outro selo.



No mesmo ano que saiu “vingança”, o disco Inox, da banda de mesmo nome, e liderada por Paulinho Heavy, velho conhecido dos bangers oitentistas, chegou a vender 60 mil cópias, mesmo a banda tendo feito pouco mais que meia dúzia de shows, acabando em seguida,e mesmo com a boa vendagem nunca alcançaram a popularidade do Azul Limão. Você ainda tem alguma lembrança de mais ou menos quantas cópias foram vendidas do “Vingança” e “Ordem e Progresso” ?



Vinícius Mathias: Vingança – 2000 cópias. Ordem e Progresso – 1000 cópias. Os nossos discos já são lançados como raridade. Hehehehe!



Enquanto a banda começava os planos para lançar o disco sucessor de “vingança”, alguns problemas internos aconteceram. A banda já não se reunia mais para ensaiar, e Ricardo e Rodrigo já não se falavam muito bem desde um acidente de carro envolvendo os dois. O que você pode nos contar a respeito desse acidente?



Vinícius Mathias: Esse acidente, que não passou de um incidente, apareceu como pivô ou gota d’água pro fim da banda erroneamente.



O selo “Point Rock” se interessa em lançar o novo trabalho da banda, e num acordo com a “Heavy” adquire a fita. No final do ano foi lançado o novo álbum, um EP, “Ordem e Progresso”, com as excelentes músicas “Ordem & Progresso”, “Brilho”, “Tema de Primavera (Vivaldi)”, “Rotina”, “Solidão” e “Princesa do Prazer (cover da Dorsal)”. As gravações da bateria tinham sido feitas com Ricardo, que sairia da banda e seria substituído por Alexandre Reis. Os constantes atrasos de Ricardo nos shows contribuíram para o desgaste e falta de interesse para com a banda, e o estopim foi em um show em agosto de 1987, no Caverna II. O que realmente aconteceu naquele dia?



Vinícius Mathias: Na verdade, o Ricardo já vinha reclamando de estar ficando surdo de tão alto que nós tocávamos e vinha perdendo o interesse. Ele vinha se atrasando pros ensaios e nós instituímos uma multa por atraso, daí já viu né? As bandas tocavam cada vez mais esporro, cada vez mais speedy e nós entramos nessa de otários. Se vocês ouvirem nossos discos, vão perceber que nós nos dávamos melhor nas musicas que não tinham essas características. O Azul Limão queria ser Progressivo.



Durante o ano de 1988 o heavy metal brasileiro começou a ficar bastante conhecido no exterior através de bandas que cantavam em inglês e faziam um metal mais agressivo que o tradicional. No segundo semestre, o Azul Limão parou. Estava completamente “fora de moda” cantar em português. E apesar do “Ordem e Progresso” ter uma qualidade de gravação superior ao “Vingança”, e de músicas tão boas quanto as do primeiro disco, o Azul Limão mostrava sinais de cansaço. Como a banda reagiu a perda do interesse do público nos shows e o caminho que a cena tomava (desfavorável a banda)?



Vinícius Mathias: Não creio que os fãs tenham perdido o interesse. Os shows estavam sempre lotados. Havia menos shows, o quê afetava todas as bandas, como eu disse, fim do plano cruzado. Veja, eu não sou branco nem europeu. Não tinha a pretensão de competir com as bandas lá de fora no mercado deles, tocando um estilo musical que eles inventaram. Seria melhor tocar Samba e Bossa Nova. Os metaleiros acham que o Metal é o estilo mais sofisticado de música que existe e que os melhores músicos do mundo tocam esse estilo, acreditem isso não é verdade. Naquela época tinha uns caras que começaram a tocar uma coisa que eles chamavam de “Heavy Metal trabalhado”, basicamente convenção do começo ao fim da música, sem groove. Isso é tocar pro próprio umbigo e nem eu, nem o Ricardo estávamos nessa.



Ainda surgiu uma proposta da Point Rock de lançar uma versão em inglês do “Ordem & Progresso”. As “versões” das letras já tinham sido feitas, mas Rodrigo não se sentia confortável em cantá-las. Quais os outros empecilhos que dificultaram a realização do “novo” disco?



Vinícius Mathias: Foi só isso mesmo. Uma coisa é compor em inglês, outra coisa é traduzir ou fazer versão. Essa não era a nossa.



Um convite para Rodrigo cantar ópera na Espanha (desde 1987 ele já se dedicava ao estudo de ópera) apagou de vez o sonho de viver de rock de sua cabeça. Com a saída do Rodrigo, você também abandona o barco. A banda ainda fez um show de despedida em janeiro de 1989. Como você, Rodrigo e o Marcos lidaram com o fim da banda, apesar de que todos tinham começado a banda sem muitas pretensões comerciais e a cobrança de fazer do Azul Limão virar um emprego acabava com a magia da época em que era apenas uma questão de diversão?



Vinícius Mathias: Antes de o Rodrigo ir pra Europa eu estava tentando vender um projeto de disco solo, mas pensei, “com essa política econômica vou acabar ficando com os discos entulhando a sala sem vender nem um”. Daí, mudei o projeto para uma bolsa de estudos pela lei Sarney e fui estudar durante um ano no MUSICIANS INSTITUTE of Hollywood na Califórnia. O Tal show de despedida foi pra mim. Eu lidei muitíssimo bem com o fim da banda. Eu sabia que isso de Metal, não faz parte da nossa cultura e seria muito difícil viver disso aqui, e estava indo estudar música numa das melhores escolas do mundo. Que mais eu poderia querer?



Também em 1989, Marcos reúne amigos de outras bandas para fazer três shows usando o nome Azul Limão: André Chamon (Stress) na bateria, Tavinho Godoy (Metalmorphose) no vocal e Augusto no baixo. Celso Sukov (Metalmorphose) também participou como guitarrista convidado destes shows. Após o show, junto com o Viper, no Dama Xoc em São Paulo, todos se empolgam e decidem registrar duas composições novas em uma demo-tape: “Amazônia” e “Nada a perder”. Marcos envia a demo-tape para alguns selos, mas não obtém resposta positiva. Após o último show, em julho de 1989, no então “templo do metal carioca”, o Caverna II, a banda encerra as atividades. Marcos e André formam o X-Rated. Qual a posição e opinião, sua e a do Rodrigo, em relação ao fato do Marcos ter usado o nome Azul Limão nesses shows e ter gravado as duas músicas?



Vinícius Mathias: Eu penso que sobrando apenas um dos membros originais da banda, esta ficou muito descaracterizada. Teria sido melhor ter colocado outro nome.



A banda ainda chegou a se reunir, anos mais tarde, com sua formação original, em duas oportunidades nas quais o Rodrigo esteve de férias no Brasil: 31 de julho de 1993 e 26 de agosto de 1995, no Garage, o local preferido das bandas underground da época no Rio de Janeiro. Todos recordaram os bons tempos e a “mágica” esteve presente novamente por algumas horas naquelas noites de inverno. Como foram esses shows, e o que ele representou particularmente para você?



Vinícius Mathias: Local preferido, o Garage? Aquilo lá é um LIXO. Mas é o único lugar que deixa a gente tocar. Hahahahaha! Essa banda marcou muito a minha vida e muita coisa que eu consegui foi devido à ela. É sempre muito bom tocar com aqueles caras que se tornaram alguns dos meus melhores amigos. Isso não tem preço!



O que você pode nos adiantar sobre o possível clipe do Azul Limão quer estaria sendo produzido, e se existem planos para relançamento dos discos em CD.



Vinícius Mathias: O clipe vai ser mais uma coletânea de imagens do tempo em que a banda estava em atividade com “Satã Clama Metal”, grande hit da banda como trilha. O CD deve estar saindo do forno lá pelo meio do ano.







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Escutando “Vingança” e “Ordem e Progresso” hoje, duas décadas depois, percebe-se que as letras eram ingênuas e as gravações precárias, mas o heavy metal feito pela banda ainda continua extremamente original, criando um estilo próprio com a marca Azul Limão, que destoa de inúmeras bandas que aparecem dia após dia, muitas delas sendo meras cópias do que vem fazendo sucesso por aí. Hoje em dia, apesar de pouco conhecido entre os rockeiros e headbangers da nova geração da cena brasileira, o azul limão ainda permanece na memória daqueles que viveram aquela época de ouro, onde tudo era feito com muita garra e disposição, não existia facilidades como a internet, tudo era muito underground, e as bandas tocavam pelo simples prazer de fazer rock and roll, mesmo sem todo o profissionalismo de hoje em dia. Definitivamente, a mágica existia.



Vingança (1986)



1. Abertura

2. Portas da Imaginação

3. Satã Clama Metal

4. Sangue Frio

5. Fora da Lei

6. Não Vou Mais Falar

7. O Grito

8. Você Não Faz Nada

9. Vingança



Ordem e Progresso (1987)



1. Tema da Primavera (instrumental de Antonio Vivaldi)

2. Rotina

3. Ordem & Progresso

4. Solidão

5. Brilho

6. Princesa do Prazer (cover da Dorsal Atlântica)



Pegasus, The Tapes I (2001)

(demos de 83 a 89)



1. Pegasus

2. Azul Limão

3. Johnny Voltou ('83)

4. Grito de Amor

5. Não Vou Mais Falar

6. Artistas Em Cena

7. Johnny Voltou ('84)

8. Brilho

9. Amazônia

10. Nada a Perder



Amazona, The Tapes II (2001)

(músicas raras e outtakes)



1. Entrada no Harem

2. Satã Clama Metal

3. Sonhar Nunca é Demais

4. Comando Visão

5. Salve-se Quem Puder

6. Meta Z

7. Regras do Jogo

8. Não Vou Mais Falar

9. Satã Clama Metal
Black metal é um subgênero musical que evoluiu no início dos anos 80 paralelamente ao death metal, um outro gênero do metal extremo. É um estilo sombrio, cru e agressivo e incorpora em suas letras temas como o satanismo e o paganismo (em particular a mitologia nórdica), em alguns casos neo-nazismo.




Várias bandas de black metal tiveram influências do punk, tais como Venom, Celtic Frost, Bathory, Sarcófago, Darkthrone, Impaled Nazarene, Mayhem, Hellhammer, Behemoth, entre outras.



Algumas bandas consideradas precursoras do estilo são: Venom, Hellhammer, Bathory, Sodom, Celtic Frost, Bulldozer, Destruction e Mercyful Fate. Algumas das bandas mais influentes no início deste estilo foram: Burzum, Darkthrone, Emperor, Immortal, Sarcófago, Mayhem e Deicide.



Índice [esconder]

1 História

1.1 Primordios do black metal

1.2 Início dos anos 90 (segunda geração do black metal)

1.3 Do final dos anos 90 até hoje (terceira geração do black metal)

1.4 História e ideário do black metal norueguês

2 Características musicais

2.1 Outras características

3 Subgêneros

4 Alguns discos importantes do estilo

5 Ver também

6 Livros

7 Referências



[editar] História

[editar] Primordios do black metal

A primeira geração do black metal refere-se às bandas dos anos 80 que influenciaram a sonoridade e formaram um protótipo para o gênero.





Venom em show ao vivo.O termo "black metal" foi cunhado pela banda inglesa Venom cujo nome foi retirado de seu álbum Black Metal lançado em 1982. Apesar do álbum ser considerado thrash metal pelos padrões modernos, apresentava mais temas e imagens centradas no anti-cristianismo e no satanismo do que qualquer outro da época. Os membros do Venom costumavam adotar pseudônimos, uma prática que se tornou comum entre vários os músicos do black metal.



Outra banda pioneira do black metal foram os suecos do Bathory, liderada por Thomas Forsberg (sob o pseudônimo de Quorthon). A banda apresentou este estilo em seus primeiros quatro álbuns, porém no início da década de 90 tornou-se pioneira do estilo que hoje é conhecido como viking metal.King Diamond e Sarcófago teriam sido os primeiros músicos da cena a utilizarem o "corpse paint". [1]



Algumas bandas nos anos 70 que fizeram referência ao lado obscuro da vida não são enquadradas neste estilo, porém influenciaram bandas precursoras do gênero. Alguns consideram que as bandas precursoras fizeram parte da primeira onda do black metal, sendo alguns dos álbuns mais significativos desta onda: Black Metal - Venom, The Return e Under the Sign of the Black Mark - Bathory, Melissa - Mercyful Fate, Apocalytic Raids - Hellhammer e Morbid Tales - Celtic Frost.



Diversas bandas desta mesma época como Slayer, Possessed e Destruction temas satânicos em suas letras, embora suas sonoridades fossem bem diferentes do black metal. Estas bandas ajudaram a forjar a base do que viria a ser o black metal moderno que passou a existir de forma mais sólida a partir da segunda onda de black metal.



[editar] Início dos anos 90 (segunda geração do black metal)

O estilo teve um grande crescimento no início dos anos 90 com a chamada "segunda onda de Black Metal". O ano de 1991 viu os lançamentos dos primeiros discos dessa leva: Worship Him do Samael; o EP Passage to Arcturo do Rotting Christ e Oath of the Black Blood do Beherit.



Foi depois desses lançamentos que bandas da Noruega como Burzum, Darkthrone, Emperor, Mayhem e Immortal contribuíram para tornar o black metal moderno conhecido por todo o mundo. Suas letras falavam de temas pagãos, satânicos, anticristãos e ocultos em geral. Além do aspecto musical, as bandas retomaram o uso das pinturas faciais que passaram a ser chamadas de pinturas de guerra ("warpaint") ou mais comumente "corpse paint". Alguns dos álbuns deste período foram:Fuck Me Jesus do Marduk, Det Som Engang Var e Filosofem do Burzum, A Blaze In The Northern Sky do Darkthrone, Pure Holocaust do Immortal, De Mysteriis Dom Sathanas do Mayhem e In The Nightside Eclipse do Emperor.



Na época de 1991 a 1994 ocorreram na Noruega fatos polêmicos ligados ao black metal como queima de igrejas, assassinatos e violações de túmulos, que indiretamente contribuíram para a divulgação do gênero pelo mundo. Nesta mesma época começam a ser criados inúmeros subgêneros do black metal.



[editar] Do final dos anos 90 até hoje (terceira geração do black metal)

Durante os últimos anos da década de 90, o "black metal" ganhou maior notoriedade na mídia através de bandas como Dimmu Borgir e Cradle of Filth, que possuíam uma sonoridade já afastada dos padrões do black metal. Estas bandas logo começaram a ser consideradas black metal melódico ou symphonic black metal, pelo uso intensivo de teclados e elementos de música clássica.



Os EUA têm uma pequena quantidade de bandas de black metal. O movimento estadunidense de black metal é por vezes chamado de USBM. Esse movimento ainda não ganhou uma forma muito clara, mas os grupos mais conhecidos são Absu, Judas Iscariot e Averse Sefira, todos com fortes influências do estilo death metal.



Estas bandas fazem parte da chamada terceira onda de black metal, que contempla o black metal contemporâneo.



[editar] História e ideário do black metal norueguês

As mais proeminentes figuras da original cena da Noruega foi Øystein Aarseth, mais conhecido como Euronymous, o guitarrista da banda Mayhem, e Varg Vikernes, único músico do Burzum, precursores da cena black metal na Noruega. A cena era profundamente anticristã, e procurava remover o cristianismo e outras religiões não-escandinavas da cultura norueguesa. A maior parte deste movimento foi dirigida pelo "Inner Circle", um grupo formado por Aarseth, Varg e alguns outros amigos próximos, cuja sede era o sótão da loja de discos de Aarseth, chamada de "Helvete" (ou Inferno). A loja incluía um estúdio de gravações, e foi aí que foram gravados os discos do Mayhem, alguns do Burzum e de outras bandas de black metal que assinaram com o selo de Aarseth, chamado Deathlike Silence Productions. Ele só assinava contratos com bandas que, segundo suas próprias palavras, "encarnavam o mal em seu estado mais puro".



Durante este tempo na Noruega diversas igrejas foram queimadas. O "Inner Circle" foi acusado e não reivindicava estes atos, reclamando que o seu objectivo era inspirar seus seguidores a perpetuar o orgulho escandinavo e não deixar que suas origens fossem esquecidas. A mais famosa das igrejas queimadas foi a de "Fantoft Stave", queimada por um membro do "Inner Circle" com ajuda de Varg Vikernes (também conhecido como Count Grishnackh) da banda Burzum. Os entusiastas do black metal também começaram a aterrorizar outras bandas de death metal que tocavam no país e nos países vizinhos.



A cena black metal ganhou uma grande repercussão na mídia quando o vocalista da banda Mayhem, Per Yngve Ohlin, que adotava o pseudônimo "Dead", cometeu suícidio em Abril de 1991 com um tiro de espingarda na cabeça, depois de ter cortado os pulsos e garganta. Devido o seu grande senso de humor mórbido, deixou escrito: "Desculpem pelo sangue". Seu corpo foi descoberto por Aarseth, que em vez de chamar a polícia, foi correndo para a loja mais próxima comprar uma câmera e tirou fotografias do cadáver. Uma dessas fotografias serviu de capa para o álbum Dawn of the black hearts, do Mayhem. Boatos dizem que Euronymous possuía fragmentos do crânio de Ohlin e que ingeriu pedaços de seu cérebro.



O "Inner Circle" foi mais exposto na mídia quando, em 1993, Vikernes assassinou Aarseth em sua casa, com 23 golpes de faca na cabeça e nas costas. Vikernes foi setenciado a 21 anos de prisão e desde então distanciou-se da cena black metal, escrevendo extensos artigos sobre a história do Burzum. Varg Virkenes, em seus artigos recentes, deixa claro que a música do Burzum não é mais black metal e não tem nenhuma ligação com o satanismo. Entretanto, a sonoridade do seu último album Belus é semelhante à dos anteriores, com excepção da parte vocal.



[editar] Características musicais

As canções de black metal costumam apresentar uma ou mais das seguintes características:



Utilização de tons menores visando à criação de atmosferas musicais sombrias, frias, obscuras e melancólicas.

Guitarras rápidas usando a técnica de palhetadas em tremolo.

Baixos com uso de pedal de distorção.

Letras de cunho anticristão ou ligadas ao Paganismo, Satanismo, Mitologia e Ocultismo em geral. Existem ainda bandas em que as letras são ligadas ao Niilismo, Anti-Humanismo, algumas até mesmo à Depressão, Suicídio ou doenças mentais. Vale notar que bandas como Deicide, Immolation e Slayer possuem algumas músicas com letras referentes a alguns desses temas, porém estas bandas são consideradas respectivamente bandas de Death Metal (Deicide e Immolation) e Thrash Metal (Slayer).

Bateria rápida e agressiva, geralmente usando a técnica de "blast beats". A bateria também pode assumir uma sonoridade mais seca e vagarosa de forma a criar diferentes atmosferas para a canção.

Os vocais geralmente são guturais e agudos, mas existem muitas bandas que utilizam estilos vocais bastante variados, ainda que sempre "rasgados".

Utilização ocasional de teclados, harpas, violinos, órgãos e coros são relativamente comuns, proporcionando à música uma sonoridade de orquestra. As bandas que se utilizam instrumentos "leves" são consideradas bandas de Symphonic Black Metal.

Produção musical limitada e gravação de álbuns com baixa fidelidade. Este expediente é utilizado intencionalmente como uma afirmação contra a canção "mainstream" ou para criar atmosferas diferentes na canção. Este efeito de "subprodução" é obtido cortando-se as freqüências mais altas e as mais baixas, deixando apenas as freqüências médias. Poucas bandas pioneiras do estilo ainda se utilizam de tal recurso, pois sua produção musical limitada era causada principalmente por seus baixos orçamentos.

[editar] Outras características

Uma característica notória do estilo é a utilização do "corpse paint", que é uma pintura facial (geralmente em preto e branco) que proporciona à pessoa uma aparência de cadáver em decomposição (corpse, em inglês). A banda Immortal referia-se à sua pintura como uma pintura de guerra com significado diverso do "corpse paint".

Utilização de pseudônimos satânicos/obscuros ou não. Os pseudônimos são herança das tribos guerreiras do passado, onde eram usados pseudônimos com o objetivo de amedrontar os integrantes das tribos inimigas. A utilização de pseudônimos no Black Metal foi iniciada pelo Venom, cuja formação original consistia de Cronos, Mantas e Abbadon. Outros exemplos são: Quorthon (Bathory), Nocturno Culto (Darkthrone), Ihsahn (Emperor), Abbath (Immortal), Euronymous (Mayhem), Shagrath (Dimmu Borgir).

[editar] Subgêneros

O black metal é conhecido por possuir inúmeros subgêneros, havendo grande rivalidade entre alguns. Os principais sub-gêneros do estão listados abaixo:



Blackened death metal: Este subgênero se caracteriza basicamente por ter uma sonoridade de death metal e vocais e letras de black metal.

Algumas bandas: Behemoth, Belphegor, Sarcofago, Zyklon

Blackened doom: também conhecido como Black Doom e dark metal é um gênero que mescla a temática e vocal do black metal com a lentidão e sonoridade do doom metal.

Algumas bandas: Bethlehem, Forgotten Tomb, Katatonia, Dictator, Fear of Eternity, Barathrum, Ajattara, Nortt.

Black metal melódico: Black metal com uso intensivo de riffs de guitarra mais melódicas.

Algumas bandas: Catamenia, Naglfar, Woods of Ypres.

Black metal nacional-socialista: A diferença deste subgênero para o black metal é a orientação neo-nazista, tendo como temas ódio, paganismo, ideais nacional-socialistas, racismo e orgulho da nação de origem.

Algumas bandas: Aryan Terrorism, Temnozor e Nokturnal Mortum.

Symphonic black metal: Black metal com a adição de elementos clássicos.

Algumas bandas: Borknagar, Cradle of Filth, Dimmu Borgir, Emperor, Arcturus, Old Man's Child, Theatre Des Vampires.

Viking black metal: Black metal com letras falando sobre vikings, bárbaros, mitologia nórdica e natureza.

Algumas bandas: Bathory, Vintersorg, Enslaved , Moonsorrow

Depressive black metal: Black metal com temas abordando a depressão, descontentamento para com a vida, suicídio e misantropia.

Algumas bandas: Xasthur, Lifelover , Thy Light, Nocturnal Depression, Nyktalgia, Abyssic Hate , Shining.

[editar] Alguns discos importantes do estilo

Os álbuns abaixo são considerados pela crítica como clássicos do estilo:

Amen Corner – Fall Ascension Domination

Bathory – Bathory, The Return, Under the Sign of the Black Mark e Blood, Fire, Death

Burzum – Burzum, Aske, Hvis Lyset Tar Oss , Filosofem

Celtic Frost – Morbid Tales, To Mega Therion e Into the Pandemonium

Darkthrone – A Blaze in the Northern Sky, Under a Funeral Moon, Transilvanian Hunger

Dissection – Storm of the Light's Bane e Reinkaos

Emperor – In the Night Side Eclipse

Hellhammer – Apocalyptic Raids

Immortal – Diabolical Fullmoon Mysticism e Pure Holocaust

Marduk – Panzer Division Marduk e World Funeral

Mayhem – Deathcrush,Live In Leipzig e De Mysteriis Dom Sathanas

Mystifier – Wicca e Goétia

Sarcófago – I.N.R.I., Rotting e The Laws of Scourge

Venom – Welcome to Hell e Black Metal

[editar] Ver também

Death metal

Speed metal

Thrash metal

[editar] Livros

Lords of Chaos: The Bloody Rise of the Satanic Metal Underground. Feral House Books, Los Angeles ISBN 0-922915-48-2, 1998

Garry Sharpe-Young: Rockdetector: Black Metal. Cherry Red Books ISBN 1-901447-30-8, 2004

Karl Jones: A blaze in the northern sky: Black Metal Music and Subculture. University of Manchester ISBN 0-946180-60-1, 2002
Popularizado nos anos 80 e nascido na Inglaterra, o heavy metal teve sua base no velho e bom rock ‘n roll, apesar de ter se desmembrado do gênero ROCK.






Sonoramente, o estilo surgiu com riffs complexos de guitarras, solos, geralmente longos e com refrões muito marcantes. O que diferencia o heavy metal dos demais estilos são as guitarras distorcidas, utilização de muito pedal e a alternação na musica entre o pesado e o lento, enquanto nos demais estilos a guitarra somente acompanha a musicalidade e o contexto da melodia.





Em suas melodias, as bandas do gênero possuem grande riqueza em temas como protestos contra elementos repressores da sociedade, contra religiões opressoras, medos do lado obscuro da humanidade, contos, poemas, historia de civilizações, fuga da realidade e até mesmo uma pitada de psicodélica. Podemos encontrar também louvor aos “deuses do metal”, como forma de mostrar sua fidelidade ao estilo, uma banda que apresenta com freqüência isto em suas musicas é a Manowar.





Apesar de ter se popularizado nos anos 80, há características do heavy metal ainda nos anos 60, em bandas como The Who e the kinks que criaram os primeiros Power Chord; os Beatles que exerceram forte influência ao estilo; Jimi Hendrix e Cream que popularizaram a distorção pesada das guitarras; Keith Moon por ser o primeiro baterista a utilizar dois bumbos; Uriah Heep, por serem os primeiros a fazerem som com bastante peso, utilizarem teclados, distorção, wah wah e abartagens místicas e fantasiosas; e os vocalistas Ian Gillan, Roberti Plant, David Byron e Rod Stewart, por apresentarem densidade nos vocais, que é característico do estilo.







O Black Sabbath foi à primeira banda de Heavy metal da historia, embora alguns considerem Led Zeppelin e Deep Purple como os pais do estilo. Porém, o Black Sabbath foi à primeira banda a fazer um álbum completo cheio de riffs complexos, acordes pesados e solos longos. Sendo assim, junto ao Iron Maiden e Megadeth os precursores do estilo.





Pode-se dizer que o heavy metal surgiu juntamente com o movimento hippie nos anos de 1964 e 1970 quando houve a contracultura onde bandas do gênero rock misturaram vários outros estilos, criando assim um estilo hibrido, onde sua musicalidade é toda centrada nos sons das guitarras.





Quando o estilo se popularizou em 1980, surgiu o então movimento “New Wave Of British Heavy Metal“, com bandas como Iron Maiden, Saxon, Angel Witch, Raven, entre muitas outras.





Junto ao heavy metal, nasceu uma série de subgêneros, que são: black metal, death metal, doom metal, folk metal, grove metal, power metal, prog metal, speed metal, trash metal e gothic metal. E dentro do contexto do metal, surgiram os gêneros de fusão, representados por: alternative metal, grindcore, industrial metal, metalcore, neo classical metal, new metal, stoner metal e o symphonic metal.





Os gêneros de fusão não são reconhecidos pelos metaleiros como metal. Outro gênero ligado ao heavy metal são o heavy rock e o hard rock.





O que acho mais interessante no heavy metal é o publico. Pessoas que se unem a uma enorme adoração. Pessoas que não reconhecem outros gêneros e estilos. Um público marcado por roupas pretas e cabelos longos. A estes metaleiros, espero ter agradado com um pouco de minha pesquisa ao gênero, e se eu estiver enganada, por favor, corrijam.





Uma coisa que gostaria de ressaltar é que, apesar de ter lido muitas coisas e todas elas desmembrarem o metal do rock, eu ainda acho que o metal é rock sim! É um gênero como os demais.





No Brasil há muitas bandas no estilo metal, muitas delas famosas pelo mundo todo, como Angra (metal melódico), Sepultura (trash metal) e muitas outras.





O que devemos nunca esquecer é de respeitar o estilo do outro. Cada um tem seu gosto e isso nunca será discutido, apenas, opinado.







“Batam” cabeças com responsabilidade e sem preconceitos
Nota: Se procura por outros significados de Heavy Metal, veja Heavy Metal (desambiguação).


Heavy metal

Informações gerais

Origens estilísticas Blues-rock

Rock psicodélico

Contexto cultural Final da década de 1960 no Reino Unido e Estados Unidos

Instrumentos típicos Bateria, baixo, guitarra, vocal, Teclado

Popularidade Mundial

Subgêneros

Avant-garde metal, black metal, death metal, doom metal, folk metal, groove metal, power metal, prog metal, speed metal, thrash metal, gothic metal, alternative metal, glam metal, industrial metal, metalcore, neo classical metal, stoner metal, symphonic metal

Gêneros de fusão

Alternative metal - Crust punk - Drone metal - Folk metal - Funk metal - Grindcore - Grunge - Industrial metal - Metalcore - Neo-classical metal - Nu metal - Post-metal - Rap metal - Sludge metal

Cenas regionais

Austrália - Bay Area - Brasil - Grã-Bretanha - Metal cristão - Alemanha - Finlândia - Estados Unidos

Outros tópicos

Bandas



O heavy metal (muitas vezes referido apenas como metal)[1] é um gênero do rock[2] que se desenvolveu no final da década de 1960 e no início da década de 1970, em grande parte, no Reino Unido e nos Estados Unidos.[3] Tendo como raízes o blues-rock e o rock psicodélico, as bandas que criaram o gênero desenvolveram um espesso, maciço som, caracterizada por altas distorções amplificadas, prolongados solos de guitarra e batidas enfáticas. O Allmusic afirma que "de todos os formatos do rock 'n' roll, o heavy metal é a forma mais extrema, em termos de volume, machismo, e teatralidade".[4]



As primeiras bandas de heavy metal como Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin atraíam grandes audiências, um atributo comum em toda a história do gênero. Em meados da década de 1970, o Judas Priest ajudou a impulsionar a evolução do gênero suprimindo muito da influência do blues presente na primeira geração do metal britânico;[5][6][7] o Motörhead introduziu agressividade e fúria nos vocais, influência do punk rock, e uma crescente ênfase na velocidade. Bandas do "New Wave of British Heavy Metal" como Iron Maiden seguiram a mesma linha. Antes do final da década, o heavy metal tinha atraído uma sequência de fãs no mundo inteiro conhecido como "metalheads" ou "headbangers" e também como "metaleiros", embora dentro do universo ou subcultura do heavy metal o termo seja considerado bastante pejorativo e repudiado pela maioria dos apreciadores do gênero.



Na década de 1980, o glam metal se tornou uma grande força comercial com grupos como Mötley Crüe. O Underground produziu uma série de cenas mais extremas e estilos agressivos: o thrash metal[8] invadiu o cenário com bandas como Anthrax, Megadeth, Metallica e Slayer, enquanto outros estilos como o death metal e o black metal permaneceram como fenômenos da subcultura do metal. Desde meados da década de 1990, populares estilos como alternative metal e suas vertentes mais famosas: industrial metal, rap metal e nu metal, muitas vezes incorporam elementos do hip hop e funk. Já o metalcore, que combina hardcore punk com metal extremo, tem alargado ainda mais a definição do gênero.



Índice [esconder]

1 Características

1.1 Linguagem musical

1.1.1 Ritmo e tempo

1.1.2 Harmonia

1.1.3 Típicas estruturas harmônicas

1.1.4 Relação com a música clássica

1.2 Temática

2 Etimologia

3 História

3.1 Antecedentes: fim dos anos 1950 e meados da década de 1960

3.2 Origens: fim da década de 1960 e início da década de 1970

4 Referências

5 Bibliografia

6 Ver também

7 Ligações externas



[editar] Características

O heavy metal se caracteriza tradicionalmente por guitarras altas e distorcidas, ritmos enfáticos, um som de baixo-e-bateria denso e vocais vigorosos.[9][10][11][12] Os subgêneros do metal tradicionalmente enfatizam, alteram ou omitem um ou mais destes atributos. Segundo o crítico do New York Times Jon Pareles, "na taxonomia da música popular, o heavy metal é a principal subespécie do hard rock - o tipo com menos síncope, menos blues, com mais ênfase no espetáculo e mais força bruta."[13] A típica formação da banda inclui um baterista, um baixista, um guitarrista base, um guitarrista solo e um cantor, que pode ou não também tocar algum dos instrumentos. Teclados são por vezes usados para enriquecer o corpo do som;[14] as primeiras bandas de heavy metal costumavam usar um órgão Hammond, enquanto sintetizadores se tornaram mais comuns posteriormente.





Judas Priest em show de 2005.A guitarra elétrica e o poder sônico que ela projeta através dos amplificadores foi, historicamente, o elemento chave do heavy metal.[15] As guitarras frequentemente são tocadas com pedais de distorção, por meio de amplificadores de tubo com bastante overdrive, criando um som espesso, poderoso e "pesado". Um elemento central do heavy metal é o solo de guitarra, uma forma de cadenza. À medida que o gênero se desenvolveu, solos e riffs mais sofisticados e complexos tornaram-se parte integral do estilo. Guitarristas usam técnicas como sweep-picking e tapping para tocar com mais velocidade, e diversos estilos do metal enfatizam demonstrações de virtuosismo. Algumas bandas influentes do gênero, como Judas Priest e Iron Maiden, têm dois ou até mesmo três guitarristas que partilham tanto a guitarra base quanto a solo. Uma característica importante é o uso de escalas pentatônicas, exemplificado em bandas como Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath.[16]



O papel principal da guitarra no heavy metal frequentemente colide com o papel tradicional de líder da banda (bandleader) do vocalista, o que cria uma tensão musical à medida que os dois "disputam pela dominância" num espírito de "rivalidade afetuosa".[14] O heavy metal "exige a subordinação da voz" ao som geral da banda. Refletindo as raízes do metal na contracultura da década de 1960, uma "demonstração explícita de emoção" é exigida dos vocais, como sinal de autenticidade.[17] O crítico Simon Frith alega que o "tom de voz" do cantor do metal é mais importante do que as letras.[18] Os vocais do metal variam enormemente de acordo com o estilo, do enfoque teatral, abrangendo múltiplas oitavas, de Rob Halford, do Judas Priest, e Bruce Dickinson, do Iron Maiden, até o estilo rouco de Lemmy, do Motörhead, e James Hetfield, do Metallica, chegando até ao urro gutural de diversos vocalistas de death metal.



O papel de relevo do baixo também é crucial para o som do metal, e o intercâmbio entre o baixo e a guitarra formam um elemento central do estilo. O baixo fornece o som grave necessário para tornar a música "pesada".[19] As linhas de baixo do metal variam enormemente em termos de complexidade, desde a manutenção de um simples ponto pedal grave até servir como "alicerce" para os guitarristas, dobrando riffs e licks complexos juntamente com as guitarras base e/ou ritmo. Algumas bandas contam com o baixo como um instrumento solo, um enfoque popularizado pelo baixista Cliff Burton, do Metallica, no início da década de 1980.[20]





Metallica em show de 2003.A essência da bateria do metal consiste em criar uma batida alta e constante para a banda, usando a "trifeta da velocidade, força e precisão".[21] A bateria do metal "requer uma quantidade excepcional de resistência", e os bateristas do estilo têm de desenvolver "destreza, coordenação e velocidade consideráveis para tocar os padrões complexos" utilizados no metal.[22] Uma técnica característica da bateria do metal é o abafamento do prato, que consiste na percussão de um prato seguida pelo seu silenciamento imediato, através do uso da outra mão (ou, em alguns casos, da própria mão que o percutiu), produzindo uma curta emissão sonora. O setup da bateria do metal geralmente é muito maior do que o que é utilizado em outras formas de rock.[19]



Nas performances ao vivo o volume - "um ataque sonoro", na descrição do sociólogo Deena Weinstein - é considerado vital.[15] Em seu livro Metalheads, o psicólogo Jeffrey Arnett se refere aos shows de heavy metal como "o equivalente sensorial da guerra."[23] Logo após os primeiros passos dados por Jimi Hendrix, Cream e The Who, as primeiras bandas de heavy metal, como Blue Cheer, estabeleceram novos marcos em termos de volume. Segundo o próprio vocalista do Blue Cheer, Dickie Peterson, "tudo o que sabíamos é que queríamos mais força."[24] Uma crítica de um show do Motörhead de 1977 registrou como "o volume excessivo figura com destaque particular no impacto da banda."[25] Segundo Weinstein, da mesma maneira que a melodia é o principal elemento da música pop e o ritmo é o principal foco da house music, som, timbre e volume poderosos são os elementos-chave do metal; o volume excessivo teria como intenção "varrer o ouvinte para dentro do som", fornecendo-lhe uma "dose de vitalidade jovial".[15] A fixação do heavy metal com o volume foi satirizada no documentário de comédia This Is Spinal Tap, no qual um guitarrista de metal alega ter modificado seus amplificadores para "irem até o onze".



[editar] Linguagem musical

[editar] Ritmo e tempo

O ritmo nas canções de metal é enfático, com acentuações intencionais. A ampla gama de efeitos sonoros disponíveis para os bateristas do metal permite que os padrões rítmicos utilizados assumam grande complexidade e mantenham a sua insistência e potência elementares.[19] Em boa parte das canções do estilo a levada principal caracteriza-se por figuras rítmicas curtas, de duas ou três notas - geralmente compostas de colcheias ou semicolcheias. Estas figuras rítmicas costumam ser executadas com ataques em staccato, criados através da técnica conhecida como palm muting, na guitarra base.[26]





Exemplo de um padrão rítmico usado no heavy metal.Células rítmicas breves, abruptas e independentes são juntadas a frases rítmicas com uma textura distinta, frequentemente irregular. Estas frases são utilizadas para criar um acompanhamento rítmico e figuras melódicas chamadas de riffs, que ajudam a criar ganchos temáticos. As canções de heavy metal também usam figuras rítmicas mais longas, como acordes, semibreves ou com a duração de uma semínima nas chamadas power ballads mais lentas. O tempo no heavy metal mais antigo tinha a tendência a ser "lento, até mesmo ponderoso."[19] No fim da década de 1970, no entanto, as bandas de metal empregavam uma ampla variedade de andamentos. Na década de 2000, os andamentos do metal variam de baladas lentas (semínima = cerca de 60 batidas por minuto) até andamentos blast beat extremante rápidos (semínima = 350 batidas por minuto).[22]



[editar] Harmonia

Uma das marcas registradas do estilo é uma forma de acorde tocada na guitarra, e conhecida como power chord.[27] Em termos técnicos, o power chord é relativamente simples: envolve apenas um único intervalo principal, geralmente a quinta perfeita, embora uma oitava possa ser acrescentada para dobrar a raiz. Embora o intervalo da quinta perfeita seja a base mais comum para o power chord,[28] estes acordes também podem ser baseados em intervalos diferentes, como a terça menor, a terça maior, a quarta perfeita, a quinta diminuta ou a sexta menor.[29] A maior parte dos power chords também é tocada com base numa disposição dos dedos que pode ser facilmente deslocada por todo a extensão do braço.[30]



[editar] Típicas estruturas harmônicas

O heavy metal costuma estar fundamentado em riffs criados com os três principais traços harmônicos: escalas em progressões modais, trítonos e progressões cromáticas, além do uso de pontos pedais. O heavy metal tradicional tende a empregar escalas modais, em especial os modos frígio e eólio.[31] Harmonicamente, isto significa que o estilo costuma incorporar progressões de acordes modais, como as progressões eólias I-VI-VII, I-VII-(VI) ou I-VI-IV-VII e as progressões frígias que implicam a relação entre I e ♭II (I-♭II-I, I-♭II-III, ou I-♭II-VII, por exemplo). Relações cromáticas ou de trítonos, de sonoridade tensa, são usadas em diversas progressões de acordes do metal.[32][33] O trítono, um intervalo musical que abrange três tons inteiros - como dó e fá sustenido — era uma dissonância proibida no canto eclesiástico medieval, que fez com que os monges o chamassem de diabolus in música—"o diabo na música", em latim.[34] Devido a esta associação simbólica original, o intervalo passou a ser visto na convenção cultural do Ocidente como "mau". O heavy metal usou extensivamente o trítono em seus solos e riffs de guitarra, dos quais um dos exemplos mais notórios é o início da canção "Black Sabbath", da banda homônima.



As canções de gênero fazem uso frequente do ponto pedal como base harmônica. Um ponto pedal é um tom que é sustentado, tipicamente por um instrumento grave, durante o qual pelo menos uma harmonia "estranha" (ou seja, dissonante) é tocada pelos outros instrumentos.[35]



[editar] Relação com a música clássica

Para o musicólogo Robert Walser, ao lado do blues e do R&B, a "junção dos estilos musicais díspares conhecidos... como 'música clássica'" foi uma das principais influências do heavy metal desde os primeiros dias do gênero. Segundo Walser, "os músicos mais influentes [do estilo] foram guitarristas ou violonistas que estudaram a música clássica. Sua apropriação e adaptação dos modelos clássicos foi a fagulha para o desenvolvimento de um novo tipo de virtuosismo na guitarra e de mudanças na linguagem harmônica e melódica do heavy metal".[36]



Embora diversos músicos de metal citem compositores clássicos como sua fonte de inspiração, o metal e a música clássica têm suas raízes em tradições culturais e práticas diferentes - a música clássica na tradição da música artística, e o metal na tradição da música popular. Como notaram os musicólogos Nicolas Cook e Nicola Dibben, "análises da música popular por vezes também revelam a influência das 'tradições artísticas'. Um exemplo é a associação feita por Walser da música heavy metal com as ideologias e até mesmo com as práticas performáticas do Romantismo do século XIX. No entanto, seria claramente errado alegar que tradições como o blues, rock, heavy metal, rap ou dance music derivam primordialmente da 'música artística'."[37]



[editar] Temática

O Black Sabbath e as muitas bandas de metal que eles influenciaram concentraram a temática de suas letras "em assuntos soturnos e depressivos, até então nunca abordados em qualquer forma de música popular", de acordo com os acadêmicos David Hatch e Stephen Millward, que tomam como exemplo o álbum Paranoid, de 1970, que "continha canções que lidavam com traumas pessoais - 'Paranoid' e 'Fairies Wear Boots' (que descrevia os lados menos glamurosos do consumo de drogas) - bem como confrontavam questões mais amplas, como a auto-explicativa 'War Pigs' ("porcos de guerra") e 'Hand of Doom'".[38] O holocausto nuclear também foi abordado em canções do metal, como "2 Minutes to Midnight", do Iron Maiden, e "Killer of Giants", de Ozzy Osbourne. A morte é um tema frequente do heavy metal, abordado rotineiramente na letra de bandas tão diferentes quanto Slayer e W.A.S.P. As formas mais extremas do death metal e do grindcore tendem a ter letras agressivas e escatológicas.



Desde as raízes do gênero no blues, o sexo é outro importante tópico das letras do heavy metal - um filão que vai desde as letras sugestivas do Led Zeppelin até as referências mais explícias das bandas de glam e nu metal.[39] Tragédias românticas são um tema corriqueiro do gothic e doom metal, bem como do nu metal, onde a ira e a revolta adolescente é outro tópico central. Canções de heavy metal frequentemente apresentam letras inspiradas pelo bizarro e pelo fantástico, o que lhes dá uma qualidade escapista. As canções do Iron Maiden, por exemplo, inspiravam-se em peças da mitologia, da ficção e da poesia, como "Rime of the Ancient Mariner", baseada no poema homônimo de Samuel Taylor Coleridge. Outros exemplos incluem "The Wizard", do Black Sabbath, "The Conjuring" e "Five Magics", do Megadeth, e "Dreamer Deceiver", do Judas Priest. A partir da década de 1980, com a ascensão do thrash metal e de canções como "...And Justice for All", do Metallica, e "Peace Sells", do Megadeth, mais letras do metal passaram a incluir críticas sociopolíticas. Gêneros como o death metal melódico, o metal progressivo e o black metal costumam explorar temas filosóficos.



O conteúdo temático do heavy metal tem sido por muito tempo alvo de críticas. De acordo com Jon Pareles, "o principal assunto do heavy metal é simples e virtualmente universal. Com grunhidos, gemidos e letras subliterárias, ele celebra... uma festa sem limites... O grosso da música é estilizado e formulista."[13] Diversos críticos de música definiram as letras do metal como juvenis e banais, enquanto outros manifestaram suas objeções ao que viam como a apologia à misoginia e ao ocultismo. Durante os anos 80, a organização americana Parents Music Resource Center enviou uma petição ao Congresso dos Estados Unidos visando regulamentar a indústria da música popular, devido ao que o grupo via como letras questionáveis, especialmente em canções de heavy metal. Em 1990 o Judas Priest foi processado nos Estados Unidos pelos pais de dois rapazes que se suicidaram cinco anos antes, supostamente depois de terem ouvido uma mensagem subliminar (do it, "façam isso") numa canção da banda. Embora o caso tenha atraído muita atenção da mídia, acabou sendo arquivado.[40] Em países predominantemente muçulmanos o heavy metal é denunciado oficialmente como uma ameaça aos valores tradicionais; em países como Marrocos, Egito, Líbano e Malásia foram registrados incidentes de prisões e condenações de músicos e fãs de heavy metal.[41][42]



[editar] Etimologia

A origem do termo inglês heavy metal ("metal pesado") num contexto musical é incerta; a frase foi relacionado por séculos com a química e a metalurgia. Um exemplo de um dos primeiros usos da palavra na cultura popular moderna foi feito pelo escritor contracultural William S. Burroughs, que, em seu romance de 1962, The Soft Machine, incluiu um personagem conhecido como "Uranian Willy, the Heavy Metal Kid". Seu romance seguinte, Nova Express, de 1964, desenvolveu o tema, usando heavy metal como uma metáfora para drogas que viciam: "Com suas doenças e drogas orgásmicas e suas formas de vida parasitas e assexuadas - Pessoas de Metal Pesado de Urano, envoltas numa fria névoa azul de notas de dinheiro vaporizadas - e as Pessoas Inseto de Minraud, com a música metal."[43]



O historiador do metal Ian Christe descreveu o que os componentes do termo significavam em "hippiespeak", a "linguagem dos hippies" da época: "heavy", "pesado", seria um sinônimo aproximado de "potente" ou "profundo", e "metal" indicaria um certo tipo de estado de espírito, pesado e opressivo como o metal.[44] A palavra "heavy", neste sentido, era um elemento básico da cultura beatnik e, posteriormente, da gíria usada na contracultura, e referências à "música pesada" ("heavy music") — tipicamente variações mais lentas e mais amplificadas das canções pop tradicionais - já eram comuns em meados da década de 1960. O álbum de estreia do Iron Butterfly, lançado no início de 1968, recebeu o título de Heavy. O primeiro uso do termo heavy metal numa gravação foi a referência a uma motocicleta na canção "Born to Be Wild", da banda Steppenwolf, também lançada naquele ano:[45] "I like smoke and lightning/Heavy metal thunder/Racin' with the wind/And the feelin' that I'm under." Uma alegação posterior, e questionada, sobre a fonte do termo, foi feita por "Chas" Chandler, ex-empresário do Jimi Hendrix Experience; numa entrevista de 1995 ao programa Rock and Roll, da PBS, ele assegurou que heavy metal "era um termo que veio de um artigo do New York Times sobre um show de Jimi Hendrix", onde o jornalista comparou o evento a "ouvir metal pesado caindo do céu." A fonte para esta alegação nunca foi encontrada.



O primeiro uso documentado da expressão para descrever um tipo de rock foi em matérias do crítico musical Mike Saunders. Na edição de 12 de novembro de 1970 da revista Rolling Stone Saunders comentou, a respeito de um álbum lançado no ano anterior pela banda britânica Humble Pie: "Safe As Yesterday Is, seu primeiro lançamento nos EUA, provou que o Humble Pie podia ser tedioso das mais diversas maneiras. Aqui eles se mostravam uma banda de um rock de merda, heavy metal arrastado, barulhento e sem melodia, com as partes altas e barulhentas óbvias demais. Havia umas duas canções boas… e uma pilha monumental de lixo."[46] Ele ainda descreveu o seu álbum mais recente, lançado com o mesmo nome da banda, como "mais da mesma porcaria de metal pesado de 27.ª categoria."[47] Numa crítica do álbum Kingdom Come, de Sir Lord Baltimore, na edição de maio de 1971 da revista Creem, Saunders escreveu: "Sir Lord Baltimore parece ter dominado todos os melhores truques do manual do heavy metal.[48] O crítico Lester Bangs, da Creem, recebeu o crédito pela popularização do termo, através de seus ensaios, escritos no início da década de 1970, sobre bandas como Led Zeppelin e Black Sabbath.[49] Por toda a década, a expressão heavy metal foi usada por alguns críticos como uma forma praticamente automática de se fazer um comentário depreciativo. Em 1979 o popular crítico musical do New York Times, John Rockwell, descreveu o que ele chamou de "heavy-metal rock" como "música brutalmente agressiva tocada principalmente para mentes enevoadas pelas drogas,"[50] e, num artigo diferente, como "um exagero cru dos elementos básicos do rock que agrada a adolescentes brancos."[51]



Os termos "heavy metal" e "hard rock" frequentemente foram usados de maneira indiscriminada ao se falar sobre as bandas da década de 1970, um período em que os termos eram, na maior parte dos casos, sinônimos.[52] Por exemplo, a edição de 1983 da Rolling Stone Encyclopedia of Rock & Roll incluiu a seguinte passagem: "conhecido por seu estilo agressivo de hard-rock com base no blues, o Aerosmith era a principal banda americana de heavy metal do meio dos anos 1970."[53]



[editar] História

[editar] Antecedentes: fim dos anos 1950 e meados da década de 1960

Enquanto o estilo de guitarra típico do heavy metal, construído em torno de riffs e acordes pesados e distorcidos, pode ter suas origens encontradas nos instrumentais do americano Link Wray, no fim da década de 1950,[54] a linhagem direta do gênero se inicia no meio da década seguinte. O blues americano se tornou uma grande influência para os primeiros músicos do gênero na Grã-Bretanha, e bandas como Rolling Stones e The Yardbirds deenvolveram o blues-rock, gravando covers de muitas canções clássicas do blues, frequentemente acelerando seus andamentos. À medida que experimentavam com a música, estas bandas britânicas influenciadas pelo blues - e as bandas americanas que elas influenciavam, por consequência - desenvolveram o que se tornaria posteriormente a marca registrada do heavy metal, em especial o som alto e distorcido da guitarra.[24] O Kinks desempenhou um papel crucial ao popularizar este som em seu hit de 1964, "You Really Got Me."[55]



Uma contribuição significante para este som emergente nas guitarras era a microfonia, fenômeno facilitado por uma nova geração de amplificadores que surgia. Além de Dave Davies, do Kinks, outros guitarristas, como Pete Townshend (The Who) e Jeff Beck (Tridents), experimentavam com a microfonia.[56] Enquanto o estilo de bateria do blues-rock consistia, na maior parte das bandas, de batidas simples, shuffle, em kits pequenos, os bateristas passaram a usar gradualmente técnicas mais vigorosas, complexas e amplificadas, para se equiparar e poder ser ouvido diante do som cada vez mais alto da guitarra.[57] Os vocalistas passaram também a modificar, da mesma maneira, sua técnica, aumentando sua dependência na amplificação, e muitas vezes tornando sua performance mais estilizada e dramática. Em termos de volume, especialmente nas apresentações ao vivo, a postura da banda britânica The Who e sua "parede de Marshalls" foi seminal.[58] Avanços simultâneos na amplificação e na tecnologia de gravação tornaram possível capturar com sucesso em disco o peso deste novo enfoque que surgia.



A combinação do blues-rock com o rock psicodélico formou boa parte da base original do heavy metal.[59] Uma das bandas mais influentes nesta fusão de gêneros foi o power trio Cream, que formou um som característico, pesado e maciço, através de riffs em uníssono tocados pelo guitarrista Eric Clapton e o baixista Jack Bruce, bem como o uso extensivo dos bumbos de Ginger Baker.[60] Seus dois primeiros LPs, Fresh Cream (1966) e Disraeli Gears (1967), são tidos como protótipos essenciais do futuro estilo. O álbum de estreia do Jimi Hendrix Experience, Are You Experienced (1967), também foi extremamente influente. A técnica virtuosística de Hendrix seria emulada por muitos guitarristas do metal, e o single de maior sucesso do álbum, "Purple Haze", é identificado por muitos como o primeiro hit do gênero.[24] As bandas de acid rock, uma vertente do rock psicodélico, ajudaram a definir o heavy metal; e as bandas do gênero que não deixaram de existir acabaram por se tornar bandas de heavy metal, como o Blue Cheer e o Steppenwolf.[61]



[editar] Origens: fim da década de 1960 e início da década de 1970

Em 1968 o som que se tornaria conhecido como heavy metal começou a coalescer. Em janeiro daquele ano Blue Cheer, uma banda de San Francisco, Califórnia, lançou um cover do clássico de Eddie Cochran, "Summertime Blues", retirado de seu álbum de estreia, Vincebus Eruptum - canção que muitos consideram a primeira gravação legítima de heavy metal.[62] Naquele mesmo mês outra banda americana, Steppenwolf, lançou seu álbum de estreia, que continha o clássico "Born to Be Wild", cuja letra se refere ao termo "heavy metal". Em julho daquele ano duas outras gravações que marcaram época foram lançadas: "Think About It", dos Yardbirds - lado B do último single da banda - com uma performance do guitarrista Jimmy Page que antecipou o estilo de metal que lhe tornaria famoso; e In-A-Gadda-Da-Vida, do Iron Butterfly, com sua faixa-título de 17 minutos, um dos principais concorrentes pelo título de primeiro álbum de heavy metal. Em agosto, a versão single de "Revolution", dos Beatles, com sua bateria e guitarra reverberantes, levou estes novos padrões de distorção a um contexto de alta vendagem.



O Jeff Beck Group, cujo líder havia sido o antecessor de Page nos Yardbirds, lançou seu álbum de estreia naquele mesmo mês; Truth continha alguns dos "ruídos mais derretidos, farpados e absolutamente divertidos de todos os tempos", abrindo caminho para gerações de guitarristas do gênero.[63] Em outubro a nova banda de Page, Led Zeppelin, tocou pela primeira vez ao vivo. Em novembro o Love Sculpture, do guitarrista Dave Edmunds, lançou Blues Helping, onde interprtavam uma versão agressiva e pulsante da "Dança do Sabre", do compositor de música clássica armênio Aram Khachaturian. O chamado Álbum Branco dos Beatles saiu no mesmo mês, e continha "Helter Skelter", uma das canções mais pesadas já lançadas por uma banda até então.[64] A ópera rock S.F. Sorrow, da banda inglesa The Pretty Things, foi lançada em dezembro, e apresentava canções de "proto-heavy metal", como "Old Man Going."[65]





Led Zeppelin tocando ao vivo em 2007.Em janeiro de 1969 o Led Zeppelin lançou o seu álbum homônimo de estreia, que atingiu o 10º lugar na parada de sucessos da revista americana Billboard. Em julho, o Led Zeppelin e um power trio inspirado no Cream, porém com um som mais cru, o Grand Funk Railroad, tocou no Atlanta Pop Festival. Naquele mesmo mês outro trio com raízes no Cream, liderado por Leslie West, lançou Mountain - um álbum repleto de guitarras pesadas de blues-rock, e vocais rugidos. Em agosto o grupo - que a esta altura se chama Mountain - tocou um set de uma hora no Festival de Woodstock.[66] O álbum de estreia do Grand Funk, On Time, também saiu no mesmo mês. No outono o álbum Led Zeppelin II atingiu a primeira posição, e o seu single "Whole Lotta Love" chegou à quarta posição na parada pop da Billboard.



O Led Zeppelin definiu aspectos centrais do gênero que emergia, com o estilo altamente distorcido de guitarra de Page, e os vocais dramáticos e lamuriosos de Robert Plant.[67] Segundo o Allmusic, o Led Zeppelin foi a banda definitiva do gênero, não apenas pela sua interpretação agressiva e pesada do blues, mas também por terem incorporado a mitologia, o misticismo e uma variedade de outros gêneros ao seu som. Ao fazer isso, eles teriam estabelecido o formato dominante do gênero.[68] Outras bandas, com um som de metal mais "puro", mais consistentemente pesado, também se revelariam igualmente importantes na codificação do gênero. Os lançamentos em 1970 do Black Sabbath (Black Sabbath e Paranoid) e Deep Purple (In Rock) foram cruciais neste ponto.[57] O Black Sabbath havia desenvolvido um som particularmente pesado, em parte devido a um acidente industrial que o guitarrista Tony Iommi havia sofrido antes de co-fundar a banda, e feriu sua mão; incapaz de tocar normalmente seu instrumento, Iommi tinha que utilizar afinações mais graves em sua guitarra, para que seus dedos pudessem alcançar as notas desejadas, e usada power chords, que exigiam dedilhados mais simples.[69] O Deep Purple, que havia flutuado entre diversos estilos no seu início, foi levado rumo ao heavy metal, com a entrada, em 1969, do vocalista Ian Gillan e do guitarrista Richie Blackmore.[70] Em 1970 o Black Sabbath e o Deep Purple conseguirem grande sucesso nas paradas britânicas com "Paranoid" e "Black Night", respectivamente. Naquele mesmo ano, três outras bandas britânicas lançaram álbuns de estreia no estilo: Uriah Heep, com Very 'eavy… Very 'umble, UFO, com UFO 1, e Black Widow, com Sacrifice. O Wishbone Ash, embora não fosse comumente identificado como metal, introduziu um estilo duplo de guitarra-solo/guitarra-base que muitas bandas de metal das gerações posteriores adotariam, enquanto a banda Budgie trouxe o novo som do metal para um contexto do power trio. As letras e o imaginário de ocultismo empregados por bandas como Black Sabbath, Uriah Heep e Black Widow se provariam particularmente influentes; o Led Zeppelin também começou a experimentar com estes elementos em seu quarto álbum, lançado em 1971.





Tony Iommi e Ozzy Osbourne, do Black Sabbath, em show de janeiro de 1973.No outro lado do Atlântico quem ditava as tendências era o Grand Funk Railroad, "a banda de heavy metal mais bem-sucedida dos Estados Unidos desde 1970 até o seu fim, em 1976, [eles] estableleceram a fórmula de sucesso dos anos 1970: turnês contínuas."[71] Outras bandas identificadas com o metal surgiram nos EUA, como Dust (primeiro LP em 1971), Blue Öyster Cult (1972), e Kiss (1974). Na Alemanha, o Scorpions estreou com Lonesome Crow, em 1972. Richie Blackmore, que havia despontado como um solista virtuoso em Machine Head (1972), do Deep Purple, abandonou o grupo em 1975 para formar o Rainbow. Estas bandas construíram seu público através de turnês constantes, e shows cada vez mais elaborados.[57] Como mencionado anteriormente, no entanto, ainda existe muito debate acerca de quais bandas merecem realmente o rótulo de "heavy metal", e quais se encaixam apenas na categoria do "hard rock". Aqueles que estão mais próximos das raízes do estilo, no blues, ou que dão maior ênfase à melodia, costumam receber a segunda categorização. O AC/DC, que estreou com High Voltage, em 1976, é um exemplo; seu verbete na enciclopédia de 1983 da Rolling Stone se inicia com "a banda de heavy metal australiana AC/DC…"[72] O historiador do rock Clinton Walker escreveu que "chamar o AC/DC de uma banda de heavy metal nos anos 1970 era tão pouco preciso como é hoje em dia.... [Eles] eram uma banda de rock 'n' roll que apenas calhava de ser pesada o bastante para o metal.[73] A questão envolve não apenas definições em constante alteração, porém também uma distinção permanente entre estilo musical e identificação do público; Ian Christe descreve como a banda "se tornou a escada que levou grandes números de fãs do hard rock para a perdição do heavy metal."[74]



Em certos casos, já existe maior concordância. Depois do Black Sabbath, o principal exemplo é a banda britânica Judas Priest, que debutou com Rocka Rolla, em 1974, e viria se tornar uma das bandas mais influentes do gênero.[75] Na descrição de Christie,



a platéia do Black Sabbath ficou… a ver navios, atrás de sons com um impacto similar. No meio da década de 1970, a estética do heavy metal podia ser identificada, como uma criatura mítica, no baixo temperamental e nas guitarras duplas complexas do Thin Lizzy, na teatralidade de Alice Cooper, nas guitarras estridentes e nos vocais exibidos do Queen, e nas questões medievais tonitruantes do Rainbow.... o Judas Priest chegou para unificar e amplificar todas estas características diferentes da paleta de sons do hard rock. Pela primeira vez o heavy metal se tornava um gênero de verdade, por si só.[76]



— '



Embora o Judas Priest não tenha conseguido colocar um álbum no Top 40 dos Estados Unidos até 1980, para muitos ela foi a banda definitiva de heavy metal pós-Sabbath; seu ataque duplo na guitarra, com andamentos rápidos e um som metálico, mais limpo e sem influências do blues, passou a ser uma grande influência nos artistas que se seguiram à banda.[77] Enquanto o heavy metal crescia em popularidade, a maior parte dos críticos não parecia ter se apaixonado pela música; levantaram objeções quanto à adoção que o estilo havia feito dos espetáculos visuais e de outros artifícios comerciais,[78] porém a principal ofensa parecia ser o seu suposto vazio musical, e em suas letras: ao criticar um álbum do Black Sabbath no início da década de 1970, o importante crítico Robert Christgau o descreveu como uma "exploração amoral, tola… enfadonha e decadente".[79]



Referências

1.↑ Embora tal simplificação exista, com o surgimento de inúmeras vertentes do heavy metal, muitos críticos musicais afirmam que o termo "metal" não pode ser utilizado para se referir apenas ao heavy metal em si. O termo "metal", portanto, representaria todo esse universo de estilos, constituído pelo heavy metal e todas as vertentes existentes[carece de fontes?][[Categoria:!Artigos que carecem de notas de rodapé desde {{subst:CURRENTMONTHNAME}} de {{subst:CURRENTYEAR}}]].

2.↑ Du Noyer (2003), p. 96; Weinstein (2000), pp. 11–13

3.↑ Weinstein (2000), p. 14

4.↑ Gênero—Heavy Metal. Allmusic. Página visitada em 2007-03-17.

5.↑ "The NWOBHM kicked out all of the blues, sped up the tempo, and toughened up the sound, leaving just a mean, tough, fast, hard metallic core.", [1]

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28.↑ Ver, por exemplo, Glossary of Guitar Terms., Mel Bay Publications. Acessado em 15-11-2007

29.↑ "Shaping Up and Riffing Out: Using Major and Minor Power Chords to Add Colour to Your Parts," Guitar Legends, Abril de 1997, p. 97

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32.↑ Marshall, Wolf. "Power Lord—Climbing Chords, Evil Tritones, Giant Callouses," Guitar Legends, Abril de 1997, p. 29

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34.↑ A primeira proibição explícita do intervalo parece ter ocorrido com o "desenvolvimento do sistema hexacórdio de Guido d'Arezzo, que fez do si bemol uma nota diatônica, mais especificalmente como o quarto grau do hexacorde em fá. A partir de então, até o fim do Renascimento, o trítono, apelidado de 'diabolus in musica', passou a ser visto como um intervalo instável, e rejeitado como uma 'consonância'." (Sadie, Stanley [1980]. "Tritone", in The New Grove Dictionary of Music and Musicians, 1ª ed. MacMillan, pp. 154–5. ISBN 0-333-23111-2. Ver também Arnold, Denis [1983]. "Tritone", in The New Oxford Companion to Music, Volume 1: A-J. Oxford University Press. ISBN 0-19-311316-3). Durante os períodos barroco e classicista, o intervalo passou a ser aceito, embora de uma maneira específica e controlada. Foi apenas durante o período romântico e com a música clássica moderna que os compositores passaram a usá-lo com liberdade, explorando as conotações más com as quais ele costumava ser associado até então, culturalmente

35.↑ Kennedy (1985), "Pedal Point," p. 540

36.↑ Walser (1993), p. 58

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39.↑ Weinstein (1991), p. 36

40.↑ Ver, por exemplo, Ewing and McCann (2006), pp. 104–113

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45.↑ Walser (1993), p. 8

46.↑ "Safe As Yesterday Is, their first American release, proved that Humble Pie could be boring in lots of different ways. Here they were a noisy, unmelodic, heavy metal-leaden shit-rock band with the loud and noisy parts beyond doubt. There were a couple of nice songs…and one monumental pile of refuse."

47.↑ Saunders, Mike (12 de novembro de 1970). Humble Pie: "Town and Country" (review). Rolling Stone. Página visitada em 17-12-2007.

48.↑ "Sir Lord Baltimore seems to have down pat most all the best heavy metal tricks in the book."; Saunders, Mike (maio de 1971). Sir Lord Baltimore's "Kingdom Come" (review). Creem. Página visitada em 17-3-2007.

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52.↑ Du Noyer (2003), pp. 96, 78

53.↑ Pareles and Romanowski (1983), p. 4

54.↑ Strong (2004), p. 1693; Buckley (2003), p. 1187

55.↑ Weinstein (1991), p. 18; Walser (1993), p. 9

56.↑ Wilkerson (2006), p. 19.

57.↑ a b c Walser (1993), p. 10

58.↑ McMichael (2004), p. 112

59.↑ Weinstein (1991), p. 16

60.↑ Charlton (2003), pp. 232–33

61.↑ allmusic. Página visitada em 28 de Outubro de 2009.

62.↑ McCleary (2004), pp. 240, 506.

63.↑ Gene Santoro, citado em Carson (2001), p. 86.

64.↑ Blake (1997), p. 143

65.↑ Strauss, Neil (3 de setembro de 1998). The Pop Life: The First Rock Opera (No, Not "Tommy"). The New York Times. Página visitada em 26-6-2008.

66.↑ Embora seja frequentemente identificada hoje em dia como "hard rock", o álbum de estreia da banda, Mountain Climbing (1970), deixou-a na 85ª posição na lista de "100 Melhores Álbuns de Metal", compliada pela Hit Parader em 1989. O álbum Survival (1971), do Grand Funk Railroad, ficou na 72ª posição. (Walser [1993], p. 174).

67.↑ Charlton (2003), p. 239

68.↑ "Led Zeppelin was the definitive heavy metal band. It wasn't just their crushingly loud interpretation of the blues — it was how they incorporated mythology, mysticism, and a variety of other genres (most notably world music and British folk) — into their sound. In doing so, they established the dominant format for heavy metal, as well as the genre's actual sound.", [3]

69.↑ di Perna, Alan. "The History of Hard Rock: The 70's." Guitar World. Março de 2001.

70.↑ Charlton (2003), p. 241

71.↑ Pareles e Romanowski (1983), p. 225

72.↑ Pareles e Romanowski (1983), p. 1

73.↑ Walker (2001), p. 297

74.↑ Christe (2003), p. 54

75.↑ "Judas Priest was one of the most influential heavy metal bands of the '70s, spearheading the New Wave of British Heavy Metal late in the decade.", [4]

76.↑ Christe (2003), pp. 19–20

77.↑ Walser (1993), p. 6

78.↑ Walser (1993), p. 11

79.↑ Christgau (1981), p. 49

[editar] Bibliografia

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